1º de Maio é marcado por manifesto em Manhuaçu



 

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Agricultores familiares e sindicalistas fecharam o entroncamento das rodovias BR-116 e BR-262, no distrito de Realeza, no início da manhã desta terça-feira, 01/05, de acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF).
 
O congestionamento atingiu vários quilômetros nos quatro sentidos das rodovias. O protesto começou por volta das 9 horas. Eles saíram do local por volta das 10h30, liberando a pista, depois da presença da imprensa para registrar a manifestação.
 
O número de pessoas que participou do ato não foi informado pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), que ressaltou que o movimento foi organizado e o ato totalmente pacífico e sem incidentes.
 
Neste 1° de Maio, em todo o país, estão acontecendo atos “em defesa dos direitos e por Lula Livre”. Em Realeza, além de faixas com essas cobranças, várias vezes os manifestações gritavam pela liberdade do ex-presidente.
 
Genilton Miranda, coordenador de comunicação da Fetraf Minas, conta que o movimento teve adesão de membros do Movimento dos. Atingidos pelas Barragens, Partido dos Trabalhadores, Fetraf-Minas (Federação do Trabalhadores da Agricultura Familiares) e outros movimentos sociais. “A nossa indignação é com relação ao desmonte que está sendo feito com relação às políticas públicas por causa do golpe que aconteceu desde o impeachment da ex-presidente Dilma e agora uma prisão injusta do ex-presidente Lula. Estamos aqui para dizer que o Lula deve ser livre e que esse governo Temer está acabando com toda a classe trabalhadora com relação a salários, direitos sociais, congelamento de recursos da Saúde e Assistência social, reforma da previdência parou e vai voltar. A gente está aqui para dizer que toda essa crise política está trazendo muitos prejuízos para a classe trabalhadora”.
 
Ainda de acordo com o manifestante, os protestos em todo o país são para “dar o recado aos governantes e principalmente para o Judiciário Brasileiro que não está cumprindo com seu dever. Está agindo politicamente contra a classe trabalhadora. Tudo isso para nós está errado. É falta de um projeto popular de governo. Não vemos avanço de agricultura familiar por falta de políticas públicas”.
 
Outra representante da Fetraf Minas, Eliete Costa, argumenta que a presença das mulheres foi para exigir respeito. "Foi uma falta de respeito com nós mulheres e agricultores. A retirada da Dilma foi o início disso tudo. Se fosse um homem, não tinham tirado. Ela foi tirada do cargo pelo machismo que impera na nossa sociedade. Nós mulheres estamos aqui para dizer que estamos indignadas e fazemos parte da sociedade. Somos agricultoras e somos lutadoras”.
 
Ela também ressaltou que o movimento quer Lula livre, criticou a TV Globo e afirmou que não há provas do tríplex ser do ex-presidente Lula. “Estamos aqui para lutar mesmo. Contra as reformas. Contra esse governo federal. Enquanto nós tivemos voz, nós iremos gritar, por nós, por nossos filhos, nossas famílias e nossos agricultores”.
 
Após a liberação das pistas, o trânsito fluiu lentamente até que terminassem as filas formadas nas rodovias federais.
 
Caso Lula
 
Lula cumpre pena de 12 anos e um mês de reclusão em uma ‘sala especial’ no último andar da sede da Polícia Federal na capital paranaense desde a noite de 7 de abril.
 
O ex-presidente foi condenado por corrupção passiva e lavagem de dinheiro no processo do triplex do Guarujá. Segundo a Operação Lava Jato, Lula recebeu propina de R$ 2,2 milhões da OAS na forma de ampliação e melhorias do imóvel situado no litoral paulista, que o petista afirma não ser seu.
 
Tribuna do Leste













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