Movimento pela Erradicação da Violência Obstétrica e Neonatal promoverá evento em Manhuaçu



 

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O Movimento pela Erradicação da Violência Obstétrica e Neonatal (MEVONE) convoca as mulheres (e seus familiares) de Manhuaçu e região, que se sentem vítimas de violência no parto ou que se interessam pelo assunto, para reunião no dia 02 de dezembro, das 14h às 17h, no salão da igreja Imaculada Conceição, Bairro Coqueiro, para que possam discutir os problemas na assistência e elaborar estratégias para solução partindo da iniciativa popular. Também estão convidados profissionais de saúde que se encontram inconformados com a péssima qualidade da assistência. 
 
A violência na atenção obstétrica pode ser cometida por qualquer profissional que presta a assistência no pré-natal, parto e pós-parto imediato (médico, enfermeiro, técnico em enfermagem).
 
"Essa é uma luta em prol de todos nós que nascemos, de toda a família, das futuras gerações, para que o mundo comece a melhorar a partir da forma de nascer. É uma luta em defesa das mulheres, dos recém-nascidos e de um sistema digno e humanizado de saúde pública", contou a organização do encontro.
 
Não importa quando foi o seu parto, toda mulher que foi assistida, seja no pré-natal, parto e pós-parto imediato, independente da via de nascimento (parto vaginal ou cirurgia cesariana), é vítima em potencial e pode ter sido vítima de fato. São exemplos de violência na atenção obstétrica: 
 
a)negar a presença do acompanhante em qualquer momento, seja para parto vaginal ou cesariana, desde a entrada no hospital até a saída, inclusive na hora de aplicar anestesia; 
 
b)violência emocional com frases do tipo “na hora de fazer não gritou”, “cala a boca senão seu filho vai nascer surdo”, “faz força senão você vai matar seu bebê”;
 
c)episiotomia (famoso pique) que é o corte no períneo. Também é violência dar os pontos apertados dizendo que é para satisfazer o marido (ponto do marido);
 
d)induzir a mulher que quer parto vaginal a fazer cesariana utilizando falsas indicações como as que estão nesse link: http://estudamelania.blogspot.com.br/2012/08/indicacoes-reais-e-ficticias-de.html
 
e)negar analgesia para alivio da dor no parto vaginal; 
 
f)aplicar ocitocina (famoso sorinho) de rotina para acelerar o parto; 
 
g)deixar de prestar assistência à parturiente internada no SUS até convence-la a fazer cesariana pelo particular mediante pagamento adicional; 
 
h)manobra de kristeller (empurrar a barriga); 
 
i)manobra de valsalva (mandar fazer força pra empurrar o bebê); 
 
j)tricotomia e enema (raspagem dos pelos pubianos e lavagem intestinal); 
 
k)proibir que a mulher em trabalho de parto se alimente com líquidos e sólidos leves; 
 
l)impedir a mulher de utilizar a posição mais confortável para parir, obrigando-a a ficar em posição de litotomia (posição
ginecológica de barriga pra cima);
 
m)não priorizar o contato pele a pele imediato;
 
n)falta de atendimento adequado e imediato à mulher em situação de abortamento, inclusive com prática de julgamento e comentários preconceituosos;
 
o)não informar à mulher sobre os procedimentos que serão realizados e não pedir permissão; 
 
p)obrigar a mulher que deseja cesariana a fazer o parto vaginal; 
 
q)exame de toque constante e feito por várias pessoas num mesmo intervalo de tempo (principalmente por residentes, seja com ou sem a presença do professor); 
 
r)realizar comentários inadequados sobre a genitália da mulher durante o pré-natal;
 
s)outras práticas não citadas, mas que levam a mulher a se sentir violentada verbal, física e emocionalmente.  
 
Ao fazer a inscrição no evento, informe se pretende levar criança e qual a idade. "Estamos pensando em preparar um local para que elas possam ser cuidadas enquanto nos encontramos, reduzindo assim a sua limitação para participar. Por isso precisamos saber qual será a demanda", alertou a organização. 
 
Para participar do encontro clique nesse link e inscreva-se: https://goo.gl/forms/5FyKQoMu4DTnC7c03 
 
Siga o evento no facebook para ficar ciente das atualizações, novidades e para ter acesso a materiais sobre violência obstétrica, clicando nesse link: https://www.facebook.com/events/726147474246261/
 
Mateus Clóvis e Equipe / Coordenador do MEVONE













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