A passarela do medo incomoda moradores da Vila Deolinda



 

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O que aparentemente parece tudo normal durante o dia, revela um grande mistério nas noites. Passando pela rodovia BR 262, fica difícil perceber o risco que a passarela da Vila Deolinda oferece às pessoas. Com uma Estrutura corroída pela ferrugem e pelo tempo, falta de manutenção e iluminação são fatores que deixem o local bem inseguro. E, para completar o cenário do risco, o mato está impossibilitando a visibilidade para reconhecer alguém que fica parado, a fim de realizar pequenos furtos ou até mesmo uma abordagem inesperada a quem passa por ali.

Descontentes com o descaso, os moradores da Vila Deolinda e tantos outros que usam a passarela como "atalho", há muito tempo reclamam e dizem que, para chegarem até aos Bairros Lajinha e Bela Vista são obrigados a desafiar o medo e, afirmam que o local à noite é muito perigoso. Pessoas estranhas ficam nas imediações, mau feitores fazendo uso de entorpecentes e, outros ficam aguardando passar alguém para praticar furto, roubo e levar vantagem, pois o lugar está propício.  A escuridão permite que após a prática delituosa, torna-se mais fácil para empreender fuga.

A falta de manutenção está comprometendo toda a estrutura da passarela, sendo possível perceber que a proteção lateral está corroída e, ainda é alvo constante de vândalos. Há muitos usando o local para chegar à sua casa, o morador José Antônio da Rocha conta que sente uma sensação de insegurança, quando precisa passar por ali à noite para diminuir a distância.

Ele também faz uma advertência quanto ao comportamento de motociclistas, que desrespeitam as regras, passam em alta velocidade na passarela colocando em risco a vida das pessoas que estão passando, além do barulho produzido, já que toda a estrutura da passarela está danificada com o tempo e a ferrugem.  Também causa indignação nos moradores a situação de que o risco é iminente, percebido nitidamente, bem como quem passa a noite na rodovia percebe uma escuridão terrível e, infelizmente trabalhadora, estudantes de faixa etária diversas são obrigados a desafiar o perigo todos os dias.  E, passam ali porque não tem alternativa senão aquela.

O morador José Antônio da Rocha relata que a estrutura metálica está podre, o alambrado todo danificado devido à falta de manutenção e, isso os moradores entendem como sendo um verdadeiro descaso do setor competente. O pedido em tom de "socorro" é de todos que usam o local para o acesso com mais rapidez em casa, ou até mesmo para embarcar no ônibus na BR 262. "Infelizmente a gente fala que é arriscado passar ali, porque não tem alternativa. Agora, alguém do governo municipal deveria ficar aqui na madrugada, passar na passarela escura e sentir o que é sensação de medo e insegurança. A tragédia está sendo anunciada, mas só vão tomar atitude depois que o pior acontecer e, nós, não queremos isso", desabafa José Antônio da Rocha, na expectativa de que ação seja imediata.

Dois dias depois do morador José Antônio da Rocha falar do problema, mesmo não sendo profeta acabou acontecendo algo grave. Ele chamou a atenção para o risco que o lugar oferece por não ter iluminação, mato alto para facilitar a permanência de estranhos. Parecia que o morador estava com a bola de cristal.

(foto: Manhuacu.com)

Na noite da última terça-feira, Vitor Silva Amorim foi abordado quando passava pela BR 262. Dois homossexuais estavam parados no início da passarela esperando alguém passar. O rapaz foi agredido e teve o celular levado pela dupla, que fugiu em sentido a Vila Deolinda.

Durante a fuga, Vitor Silva Amorim ainda atracou com um dos envolvidos, mas foi empurrado ao solo e acabou sofrendo lesões leves. Segundo ele, os dois suspeitos saíram em sentido ao Bairro Lajinha, onde foram localizados por policiais militares que foram avisados por uma testemunha, que viu a abordagem e a ação criminosa por parte dos dois homossexuais.

(foto: Manhuacu.com)

Os acusados foram identificados como sendo Natanael Pereira Campos e Rafael dos Santo Anselmo, que são usuários de entorpecentes, principalmente o crack e contumazes na prática de delitos e, com cumprimento de prisões por roubo.

Com mais esse ocorrido, os moradores ficam temerosos e, aqueles que utilizam a passarela já pensam evitar o local, para não serem surpreendidos e obrigados a reagirem. Um morador que pediu anonimato durante conversa com a reportagem, fez um desabafo e chamou de descaso do Poder Público para com muitas famílias. "Nós pagamos devidamente nossos impostos, achamos que o mínimo poderia ter. Mas, infelizmente somos obrigados a enfrentar o perigo para chegarmos a casa, porque a passarela é uma escuridão, como se fosse aqui uma "casa de caboclo". Agora nós vamos ficar preparados para qualquer situação. Vamos comprar corda e amarrar os ladrões na estrutura da ponte ou jogá-los no rio”, falou o morador descontente com o descaso do Poder Público diante da situação.

(foto: Manhuacu.com)

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