Academia de Letras entrega comenda José Lins do Rego



 

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A Pastoral da Saúde de Manhuaçu, o Colégio Tiradentes da Polícia Militar, a Oficina de Santa Rita de Cássia, o Tenente Adilson Júnior Rodrigues de Freitas e o Procurador de Justiça Dr. Joaquim Cabral Neto entraram para o seleto grupo de agraciados com a Comenda José Lins do Rêgo. A homenagem foi feita em sessão solene da Academia Manhuaçuense de Letras, na noite de sexta-feira, 12/06.
 
A Comenda José Lins do Rego é entregue a personalidades e instituições que contribuem para a divulgação e apoio à literatura e às artes, como também, no engrandecimento da educação e cultura de Manhuaçu. A outorga é feita sempre no aniversário do nascimento do escritor José Lins do Rego, patrono da AML.
 
Mostrar um pouco mais da vida e obra de José Lins para o povo tem sido uma das propostas da Academia Manhuaçuense de Letras. Desde sua fundação, os acadêmicos decidiram homenagear o escritor como patrono da AML. A história mostra que foram apenas dois anos: de 1925 a 1926, o período em que o escritor paraibano José Lins do Rego morou na cidade de Manhuaçu. “Mas a cidade não o esqueceu”, garante o presidente da Academia, advogado Luiz Amorim.
 
A homenagem serve também para aproximar o público da trajetória e da obra do imortal da Academia de Letras que passou pelas terras manhuaçuenses.
 
José Lins do Rego
 
Formado em Direito, teve breve experiência como promotor público na cidade de Manhuaçu em 1925. No ano seguinte se mudou para Maceió, a capital alagoana, onde teve contato com escritores como Graciliano Ramos, Rachel de Queiroz e Jorge de Lima, ao se tornar colaborador do Jornal de Alagoas. Os romances Menino de Engenho (1932), Bangüê (1934) e Usina (1936), entre outros, pertencem à primeira fase de sua produção literária, o ciclo da cana-de-açúcar. Em 1935 se mudou para o Rio de Janeiro. Oito anos depois, publicou o romance considerado sua obra-prima, Fogo Morto. José Lins do Rego entrou para a Academia Brasileira de Letras em 1956. Quarto ocupante da Cadeira 25, foi eleito em 15 de setembro de 1955, na sucessão de Ataulfo de Paiva, e recebido pelo Acadêmico Austregésilo de Athayde. Morreu no Rio de Janeiro, em 12 de setembro de 1957.
 
Para o presidente da Academia Manhuaçuense de Letras, Luiz Amorim, a obra de José Lins do Rego é uma referência significativa para a literatura, a cultura e as artes em Manhuaçu. “Todos os anos promovemos uma Sessão especial na data de aniversário do nascimento dele.Neste ano, a AML entregou a Comenda José Lins do Rego a mais cinco personalidades e entidades como uma forma de reconhecer e incentivar o trabalho deles em prol de Manhuaçu, notadamente na cultura”, afirma.
 
Hino de Manhuaçu
 
A cerimônia foi conduzida pelo Presidente Luiz Amorim e teve a presença do Comandante do 11º Batalhão de Polícia Militar, Tenente-coronel Sérvio Túlio Mariano Salazar, o Presidente da Câmara Jorge Augusto Pereira, o representante do Rotary Salvador Pereira, o representante dos Odontólogos Dr. Adir Nogueira da Gama, representante do Conselho Regional de Contabilidade Pedro Pena, e o vereador Anizio Gonçalves de Souza.
 
Um dos destaques da noite foi a apresentação do Hino de Manhuaçu. A composição tem mais de 30 anos eé de autoria da professora Maria do Carmo Albuquerque (D. Carmita) e a música de José Pinheiro Filgueiras, dois acadêmicos já falecidos.
 
Na sessão solene, foi apresentada a música totalmente produzida pela Banda do 11º Batalhão de Polícia Militar e o estúdio do Moacir Corrêa (Tiquim). O CD será encaminhado pela Academia de Letras para escolas e instituições de Manhuaçu. 
(foto: Assessoria de Comunicação)
 
Ainda na sessão, o presidente da AML, Luiz Amorim, parabenizou o vereador Jorge Augusto Pereira que apresentou projeto de lei tornando obrigatória a execução do hino nos eventos municipais e nas escolas.
(foto: Assessoria de Comunicação)
 
(foto: Assessoria de Comunicação)
 
(foto: Assessoria de Comunicação)
 
Assessoria de Comunicação













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