Alunos da Rede Municipal de Manhuaçu levam ouro, prata e bronze na Olimpíada Brasileira de Astronomia



 

Tamanho da fonte    




Ana Clara Silva Magalhães Dutra, Gabriel Lopes Tomaz e Isabelle Portella Zanelato, todos com oito anos de idade, estudantes do 3º ano do ensino fundamental da Escola Municipal Rita Clara Sete, no distrito de Santo Amaro, em Manhuaçu. Até aí são crianças e estudantes como qualquer outra, porém a soma de fatores, deram a estes pequenos a primeira medalha de suas vidas. Ambos participaram da OBA - Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica. Em todo Brasil, 838.156 alunos de 9.552 escolas participaram, e os estudantes de Manhuaçu, ligados à rede municipal de ensino estavam entre eles, e pela pontuação obtida na prova, arrebataram medalhas de bronze, prata e ouro.
 
A Olimpíada Brasileira de Astronomia e Astronáutica teve início em 1998, organizada anualmente pela SAB - Sociedade Astronômica Brasileira em parceria com a AEB - Agência Espacial Brasileira, atrai cada vez mais estudantes de todas as partes do país, que em uma única prova demostram o conhecimento nas duas áreas. A escola medalha de ouro, participa há dez anos, mas é a primeira vez que alcança a pontuação máxima. Em 2013, conquistou medalha de bronze.
 
Medalhistas, os estudantes contam como foi a experiência e a conquista. “Estudei bastante sobre o espaço. Gosto muito de estudar e saber. Gosto muito de ciências, quero ser uma cientista” – diz a medalha de bronze, Isabelle Zanelato. Já o medalha de prata, Gabriel Tomaz, que sonha em ser bombeiro militar, diz que “foi muito difícil ficar pensando nas questões da prova”, e que não achou nada fácil. Acertando todas as questões, Ana Clara Dutra, é a medalhista de ouro. “Eu falei com meu pai que eu não ia acertar nada, mas acertei tudo. Eu estava na mesa da professora, e tinha uma folhinha onde ela escreveu: “você tirou 10 na prova de astronomia”, fiquei muito feliz! ” – relata.  
 
O orgulho pela conquista está estampando em toda comunidade escolar, e não é para menos, foram aulas e mais aulas que saíram das páginas dos livros e tomaram o universo cotidiano. Um exemplo básico utilizado para ensinar, segundo a professa, veio de uma fruta muito comum, a banana, onde os alunos identificaram um cruzeiro, referenciando dessa forma, o Cruzeiro do Sul, utilizado no passado para orientar os navegadores. Assim, a curiosidade deu espaço ao aprendizado, que não ficou apenas entre os muros da escola. No caso das três crianças, os pais foram primordiais, dedicaram grande parte do tempo, a ensinar a às vezes aprender com os filhos.
 
“Foi um trabalho interessante porque o tema é interessante. Além de ser um tema cientifico é um tema poético. A ciência intriga e a poesia conduz. Então trabalhamos de várias formas. Trabalhei na interdisciplinalidade, onde pegamos quase todas as disciplinas e pesquisei muito, e fui adaptando para a idade deles. Não esperávamos o resultado das medalhas, esperávamos mesmo é o conhecimento das crianças” – destaca a professora dos alunos, Zélia Zilma Gomes.
 
Monitor e professor representante da OBA na escola, Michel da Silva, é só felicidade quando o assunto são os alunos medalhistas. “Nós buscamos ter a pratica da astronomia na vida, no cotidiano de cada aluno, e isso passa a ser interessante a partir do momento que eles veem que a astronomia não é somente teoria. Vamos empenhar mais ainda, pois a diferença está no empenho, no estudo mesmo. Não há diferença entre uma escola pública e uma privada, desde que haja empenho e vontade de estudar” – enfatiza Michel lembrando que a conquistas das medalhas foram no nível 1.
 
A Escola Municipal Rita Clara Sete é uma unidade de ensino fundamental do 1º ao 9º ano, de total responsabilidade do município, e assim como as demais, é incentivada pela Governo de Manhuaçu, por meio da secretaria de Educação, a trabalhar a interdiciplinalidade, a fim de tornar o aprendizado mais leve e atrativo. A conquista por parte dos alunos é um reflexo do empenho dos profissionais da instituição. “Demonstra o empenho do nosso trabalho. Somos uma escola municipal, e temos também muito valor. Essas medalhas reforçam que a escola tem cada vez mais buscado melhorar em relação ao aprendizado e o conhecimento dos alunos” – destaca a diretora Cláudia Dutra.
 
Quem não esconde a felicidade pelas conquistas dos jovens estudantes são os pais. “O resultado dessa prova foi um resultado de esforços, de um trabalho conjunto dos pais, familiares e escola, que sempre estiveram presentes no intuito de fazer os alunos se destacarem e ampliarem seus conhecimentos” – conta Luciana Portela, mãe da Isabella. “Para a gente é motivo de muito orgulho, pois temos incentivado ele a buscar o conhecimento, a lutar pelo que quer. Ele recebeu essa medalha com muita empolgação. Estamos muito orgulhosos dele e dessa medalha” – relata Carlito Tomaz, pai do Gabriel. O pai da Ana Clara conta que a filha é sempre dedicada tanto em casa como na escola. “Ela sempre procura saber das coisas, e eu também procuro incentivar dentro do possível. Me orgulho muito. Ana Clara não gosta de perder. Ela disse: “papai eu não vou conseguir”, e eu disse: “vai sim. Todo mundo é capaz. Vamos estudar!”.
(foto: Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu)
 
Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu