APAE de Manhuaçu recebe audiência pública promovida pela Assembleia Legislativa



 

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Em visita e audiência pública à Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais APAE de Manhuaçu, nesta quinta-feira, 22, a Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) conheceu o Tele Apae, um serviço de telemarketing que é um dos diferenciais da entidade no município.

São aproximadamente 6,2 mil doadores da região (entre eventuais e fixos), que garantem 40% da arrecadação da Apae, mensalmente, e mantêm a instituição em funcionamento, segundo o presidente da Apae, Luiz Carlos de Carvalho. “Só não pedimos a cidades que já têm Apae”, ressalva Carvalho. Ao mesmo tempo, o gestor observa que a questão financeira pode ser considerada um dos principais problemas da entidade. Em 2013, o orçamento da entidade foi de R$ 1,2 milhão.

A visita e a audiência na Apae de Manhuaçu são o oitavo evento sobre Apaes do Estado, de um total de dez. O objetivo dessas ações é buscar conhecer os serviços prestados, verificar a infraestrutura e debater o financiamento e as condições de funcionamento dessas entidades.

Na parte da manhã, a comitiva foi recebida pela diretoria da Apae, que apresentou as instalações da entidade. No total, a associação atende 398 pessoas, entre alunos atendidos em sala de aula e aqueles que utilizam os serviços de saúde. Os alunos têm aulas de 7h05 às 11h20 e de 12h30 às 16h45. Também têm oficinas de culinária, artesanato, papel reciclado, marcenaria e pintura. Há de oito a 15 alunos em cada sala. A instituição possui, ainda, uma loja em que são vendidos produtos confeccionados pelos próprios alunos e seus pais.

(foto: Geilson Dangelo)

A coordenadora do Centro de Saúde, Débora Vargas Perim, disse que o atendimento inclui a estimulação precoce, escolaridade, educação profissional, fisioterapia, fonoaudiologia, terapia ocupacional, psicologia, serviço social, atendimentos médicos com neurologista, psiquiatra e pediatra.

Débora observou que outro fato digno de nota é que a Apae de Manhuaçu já integra o programa do Governo Federal voltado para atendimentos de pessoas com deficiência, os Serviços Especializados de Reabilitação em Deficiência Intelectual da Rede de Cuidados à Pessoa com Deficiência do SUS/MG (Serdi 1). “Agora, passaremos para uma nova etapa, o Serdi 2, que contempla não só os atendimentos, mas também a capacitação, passando, desse modo, a ser um formador de profissionais da área”, afirmou.

(foto: Geilson Dangelo)

A diretora da Escola Estadual Pearl White Slaib Fadlala, Tânia Maria Alves, explicou que a equipe de professores da associação conta com 12 professores cedidos pelo Estado (um deles de caráter eventual), cinco cedidos pela prefeitura e dois professores da própria Apae. Ao todo, são 97 funcionários (incluindo os professores), além de voluntários que ajudam nos trabalhos.

Entre os problemas enfrentados pela associação, Tânia disse que a falta de capacitação dos professores é um dos maiores. Além disso, ela comentou  que a escola especial exige um olhar diferenciado. “A admissão de um profissional para a escola especial segue a mesma legislação da escola regular. Tinha que ser diferenciado”, avaliou.

Assessoria de Imprensa ALMG














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