Árvores sem poda geram transtornos a moradores



 

Tamanho da fonte    




Quando o sol está muito quente, a sombra oferecida pelas árvores torna-se um atrativo para o descanso ou para um bom papo. Mas, para os moradores da Rua Dorcelina Zanirate, bairro Nossa Senhora Aparecida, em Manhuaçu, os galhos das árvores de médio porte que estão acima do muro de proteção do antigo galpão da FUMAPH, são  sinônimos de incômodo e medo.

A arborização do local que cresceu sistematicamente, está trazendo um transtorno aos moradores, que tiveram de mudar o comportamento em suas residências,principalmente para dormir. Insetos de várias espécies, que ficam escondidos entre os ramos das árvores durante o dia, saem à noite em busca de um local mais apropriado. Adentram às casas  e começa o incômodo. Os moradores são obrigados a manterem as janelas fechadas.

Outro incômodo é o aparecimento de animais peçonhentos, que aproveitam para permanecerem nos galhos das árvores e,quando vem a noite saem em busca de comida.

O morador João Batista da Cunha, que reside ao lado do muro, conta que as árvores estão perturbando, proliferando insetos. Para o morador, a poda seria a solução adequada para o problema. Ele explica que no local há crianças e, o aparecimento de animais peçonhentos deixam os pais bastante preocupados. "Nós queremos é que a pessoa responsável tome providência. Há quase um ano, que estamos convivendo com essa situação. Falar não adianta e, a solução é apelar pela imprensa", ressalta João Batista.

Devido a preocupação, a moradora Aparecida Silva foi no início da semana até à Câmara Municipal e, em contato com o vereador Eli de Abreu solicitou  providência com relação ao fato. Mostrou também, que o local está possibilitando que pessoas estranhas aproveitam para permanecerem às escondidas.

Aparecida Silva explica que o vereador redigiu um ofício e fez o encaminhamento à diretoria do educandário que funciona no local, onde as árvores foram plantadas. Segundo a moradora, na semana passada uma cobra caiu de uma das árvores e tornou-se atração para as crianças, que inocentemente passaram a brincar com o animal peçonhento, até que um morador percebeu e matou o animal. "Os varredores de rua também já mataram várias cobras, que ficam enroladas nos galhos das árvores. Mosquitos e grilos também incomodam. Para dormirmos, as janelas precisam serem fechadas todos os dias às 18 h. Precisamos que alguém desperte para o fato real", frisa a moradora, na expectativa de que haja a consciência  dos responsáveis.

A insatisfação dos moradores é evidente, com o que está acontecendo. O sossego acabou desde que os galhos ultrapassaram o muro.

De acordo com os moradores, já procuraram ajuda do SAMAL, porém nada pode ser feito sem autorização, visto que as árvores estão plantadas  numa área particular.

Eduardo Satil














}