Biblioteca Pública de Manhuaçu guarda tesouros da literatura e da cultura



 

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Em época de dependência tecnológica, onde um click possibilita navegar em todos os tipos de páginas, e as redes sociais, aplicativos e jogos das mais diversas categorias ocupam grande parte do tempo diário, a leitura com o manuseio das páginas de um livro, a viagem junto a história a cada página lida, é um hábito cada vez mais raro. No Brasil muitas cidades investem nas bibliotecas públicas, mesmo com essa tendência de tudo ser feito pela tela do computador, do tablete ou mesmo do celular. Esses investimentos garantem um ambiente tranquilo para que não abre mão da “leitura à moda antiga”. Você sabia que Manhuaçu é uma dessas cidades que mantém a biblioteca pública funcionando a todo vapor? Além de empréstimo, disponibiliza um espaço de leitura.
 
Vale destacar que a leitura é a forma mais importante para o desenvolvimento do intelecto e também o caminho mais curto para adquirir conhecimento, por isso o Governo de Manhuaçu, busca cada vez mais investir no espaço mais democrático para o conhecimento. “A biblioteca tem muito acervo antigo, e desde o ano passado conta com novos títulos por meio do cadastramento feito junto a Superintendência de Bibliotecas Pública Estadual. Em 2014 recebemos 612 livros, e para esse ano vamos receber o mesmo quantitativo. Também por meio desse cadastramento estamos qualificando os profissionais que atuam na biblioteca. Outra conquista foi a de oportunizarmos exposições literárias itinerantes, como a que já trouxemos do Fernando Sabino, que ficou aberta ao público durante trinta dias” – destaca a secretária de Cultura e Turismo, Mariza Klein.
 
A biblioteca Pública Municipal professora Custódia Féres Abi-Saber, funciona no Centro Cultural Hervê Cordovil, no Centro da cidade. Conta com um acervo de quase 27 mil livros. Alguns exemplares seculares, como um livro datado de 1872, uma publicação portuguesa, com o bom e velho português do velho continente. O livro não foi traduzido para a língua portuguesa brasileira. Outro exemplar raro, é um livro de química de 1927. O espaço guarda ainda outras raridades datados de 1905,1912, por exemplo, além de livros atuais e uma grande coleção em braile para o público infanto-juvenil e adulto. Áudio livro, CD’s e DVD’s completam o acervo.
 
Trabalhando há três anos na biblioteca, Márcia Moreira, conhece cada exemplar. “Conheço os 26.629 títulos, e uma das coisas que mais aprecio são as obras de um poeta, praticamente desconhecido, mas que é natural de Manhuaçu, o nosso poeta Joaquim Ferreira. Ele não é divulgado nas escolas e em quase nenhum lugar. Era amigo de Olavo Bilac e sua obra foi lançada no Rio de Janeiro em 1920. Ele era de origem humilde” – conta emocionada a atendente de biblioteca.
 
Além dos livros, a biblioteca de Manhuaçu tem outros atrativos. Uma das conquistas recentes foi um acervo com 24 quadros, que retratam a história da antiga Ferrovia, estrada de Ferro barão do Mauá, doados por uma filha da terra, que há anos reside no Rio de Janeiro. “Os quadros foram doados pela dona Elenita Teixeira, e temos também os informativos que contam toda a história, desde a chegada da primeira locomotiva”, exemplifica Márcia. A ferrovia foi um dos primeiros marcos para o desenvolvimento da cidade. A doação veio de uma família tradicional. 
 
O acervo de pinturas e gravuras também tem espaço. São reproduções de peças que marcam dois momentos, o impressionismo e o clássico, que contam com réplicas de obras de artistas consagrados como Velázquez, Ticiano, Peter Paul Rubens, Rembrandt, Toulouse, Claude Monet, Édouard Manet, Paul Gauguin dentre outros nomes. Outro atrativo é acervo musical de Minas. Uma coleção completa em livros com partituras e CD’s de música barroca do século XVIII. 
(foto: Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu)
 
Além de livros de pesquisas, literatura brasileira e internacional, obras raras, escritores americanos, alemães, franceses, tchecos, indianos e árabes têm espaço reservado nas prateleiras da biblioteca. Com todos esses atrativos, dedicar um pouquinho do tempo a uma visita a biblioteca professora Custódia Féres Abi-Saber com certeza não será sacrifício, mas uma oportunidade de aprendizado e o prazer em poder apreciar um acervo cultural riquíssimo.
(foto: Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu)
 
Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu