Combate ao AEDES: Levantamento preocupa com relação aos focos em residências



 

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O Governo de Manhuaçu, por meio da Vigilância Ambiental, divulgou no fim da semana passada o resultado do LIRAa - Levantamento Rápido do Índice de Infestação pelo Aedes aegypti de abril. Os dados mostram qual é a atual realidade do município com relação à epidemia dos últimos meses. Apesar de os resultados ainda serem preocupantes, houve uma melhora em relação ao mesmo período do ano passado. E o alerta vermelho vai para a população: a grande maioria dos focos foram encontrados em residências.
 
Conforme explicou a coordenadora da Vigilância, Emilce Estanislau, o levantamento geralmente ocorre no mês de janeiro, porém, em razão da grande epidemia, o Ministério da Saúde suspendeu, para que os municípios pudessem concentrar forças nas ações de enfrentamento. "E agora então, neste mês de abril, o Ministério voltou a solicitar aos municípios de todo o país que fizessem esse levantamento para saber qual é a situação" - intervêm Estanislau, que se disse surpresa pelos resultados.
 
"Acreditávamos que nossos índices seriam bem mais altos. Eles foram de 1.8% de infestação predial, ou seja, imóveis positivos para o Aedes" - disse a coordenadora da Vigilância ao ressaltar que, o preconizado pela OMS - Organização Mundial da Saúde, é de 1%. "Ou seja, estamos num nível considerado de médio risco. Mas nossa expectativa era de que a situação do município estivesse bem pior" - diz. No mesmo período do ano passado, esse índice foi de 3.2%. "Então para a gente é muito positivo, porque demonstra que o nosso trabalho tem surtido resultado, temos conseguido baixar o nível de infestação e acreditamos que, em breve, vamos sair do estado de emergência" - vislumbra Emilce Estanislau.
 
O LIRAa divide o município em quatro regiões, que são chamadas de extratos. Três são dentro da sede, e o quarto se trata de Vilanova, que é o maior aglomerado urbano fora da sede. "Temos dois extratos um pouco mais problemáticos que os demais. Um deles é o 3, que abrange desde o Bairro Coqueiro até a saída para Simonésia, e o outro, é o 4, que se trata de Vilanova. São duas áreas com índices que nos preocupa muito e, portanto, vamos priorizar e intensificar algumas ações nesses locais" - explana. 
 
Estanislau ainda acrescenta que, em todos os quatro extratos, 90% dos focos do Aedes foram encontrados em residências. "A gente precisa continuar chamando a atenção da população para a faxina diária, para que a gente interrompa o ciclo do mosquito, porque senão, nenhum trabalho nosso será positivo" - apela. O LIRAa ainda apresentou um outro tipo de criadouro como sendo o principal em Manhuaçu. No ano passado era o lixo, nesse ano, é a caixa d'água e depósitos fixos, como vasos sanitários, calhas e piscinas, além dos móveis, como vasos de plantas, geladeiras etc. "Temos avançado, mas ainda nos preocupa a questão dos depósitos dentro das residências. Ou seja, o morador ainda precisa continuar o cuidado. Nós ainda estamos enfrentando epidemia, ainda estamos vulneráveis às doenças, então a atenção ainda continua redobrada" - frisa a coordenadora da Vigilância. 
 
A equipe de enfrentamento ao Aedes iniciou nesta segunda-feira, a aplicação de UBV Pesado, o inseticida pulverizado por meio de canhão em veículo.
 
Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu













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