CPI começa a ouvir funcionários do Samal



 

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Vereadores integrantes da atual CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) do Serviço Autônomo Municipal de Limpeza Urbana de Manhuaçu (Samal) começaram, nesta semana, a ouvir funcionários da autarquia responsável pela limpeza urbana de Manhuaçu. É a segunda fase do procedimento aberto pelo Legislativo, em março.

De acordo com o presidente da CPI, vereador Paulo César Altino, os levantamentos na primeira parte foram relacionados a documentos. Além de alguns documentos solicitados que já foram remetidos pelo SAMAL, a CPI buscou mais informações em relatórios e prestações de contas já disponíveis na Câmara.

“Começamos na segunda-feira a ouvir funcionários que atuam na parte administrativa, outros que ficam na Usina de Lixo e até pessoal de rua, como garis e fiscais”, detalha o vereador Paulo Altino.

A Câmara Municipal abriu investigação depois de receber um ofício do Ministério Público que informava sobre a denúncia de um servidor e questionava se o Legislativo estava ciente do caso. Os resíduos sólidos coletados na cidade que são vendidos pela prefeitura para empresas privadas estariam sendo comercializados por fora do contrato por servidores do Samal.

“No momento da venda de material reciclado, as notas fiscais já se encontram prontas, com pesos e medidas especificados de acordo com o edital da licitação. Ocorre que, no momento da pesagem, o peso na balança é fraudado”, disse o delator do suposto esquema, em depoimento ao Ministério Público.

Segundo ele, se dois caminhões carregados de cobre, por exemplo, saíam do Samal, apenas um era contabilizado e o segundo era vendido irregularmente. O funcionário revelou ainda o nome de um colega da empresa que seria conivente com o esquema.

Os vereadores também apuram o pagamento de horas-extras e adicional noturno a pessoas que não trabalharam.

Além de Paulo César Altino, os vereadores Gilson César da Costa (Gilsinho) e Eli de Abreu integram a comissão que está ouvindo os funcionários da autarquia. Os advogados Luiz Amorim, Leandro Sathler e Bruno Spínola assessoram a CPI, enquanto os advogados Felipe Segal, Yuri Daibert e Diogo Abineder acompanham os procedimentos representando o SAMAL.
(foto: Assessoria de Comunicação)

Paulo Altino afirma que a intenção da comissão é apurar se de fato há desvios e de quanto seria o prejuízo aos cofres públicos. “Estamos trabalhando com bastante isenção. Ouvindo os funcionários e buscando documentos”, pontuou.
(foto: Assessoria de Comunicação)

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