Dengue em Manhuaçu: Conselho de Saúde cobra ação. 339 casos suspeitos



 

Tamanho da fonte    




A reunião do Conselho Municipal de Saúde (CMS) realizada na quarta-feira, 17/02, teve como assunto principal o combate ao mosquito Aedes aegytpi, transmissor da Dengue, Chikungunya e Zika vírus. Outros temas foram abordados ao final da reunião, mas, a preocupação mais intensa do momento é quanto a epidemia de Dengue. Até o dia 16/02, o setor de Vigilância Ambiental havia registrado 339 casos suspeitos no município. 
 
O mosquito da Dengue na cidade
 
O Setor de Vigilância Ambiental apresentou todas as ações que estão sendo realizadas desde o ano passado para combater os focos do Aedes aegypti nas áreas urbanas e rurais de Manhuaçu. Diante da previsão de uma epidemia de Dengue desde 2015, a Secretaria de Saúde mobilizou seus agentes de endemias, coordenadores das unidades de saúde, agentes comunitários, coordenação da Unidade de Pronto Atendimento (UPA), enfim, intensificou o trabalho que lhe competia para barrar a iminente epidemia. 
 
Para a coordenadora de Vigilância Ambiental, Emilce Estanislau, Manhuaçu está no “olho do furacão”, tendo em vista que a Dengue está instalada em Mutum, Governador Valadares, todo Vale do Aço, Leopoldina e outras cidades da região que possuem contato diário conosco por meio de coletivos, táxis, transportadoras, enfim, fluxo de pessoas. 
 
Diante da situação alarmante, Emilce Estanislau, conclui que  são necessárias ações mais concretas de combate ao mosquito, pois a aplicação de inseticida é importante, mas não elimina os focos, além dos efeitos negativos na natureza e na saúde humana. 
 
Durante a reunião ficou claro que é preciso haver mais harmonia entre as secretarias municipais na articulação do combate ao mosquito. O município como um todo deve assumir que a Dengue está instalada na cidade. Setores da saúde sozinhos não dão conta, concluiu-se na assembleia dos conselheiros. O SAMAL precisa recolher o lixo com assiduidade (nos distritos tem lixo sem recolhimento há dias. Foram citados exemplos de São Pedro do Avaí e Córregos de Dom Corrêa) e bairros da cidade, como o Alfa Sul, por exemplo. O SAAE tem que tampar reservatórios de água (São Pedro Avaí registra este problema). Obras, Administração, Agricultura, Educação, enfim, todos precisam fazer parte desta engrenagem em função do combate ao mosquito, sem esta articulação as ações não terão o resultado esperado. 
 
“O Conselho de Saúde decidiu com a aprovação de seus membros por fazer um manifesto apresentando seu descontentamento com a desarticulação por parte da Administração Municipal quando ao problema da Dengue, pois os setores da saúde não dão conta sozinhos”, disse Nelson de Abreu, presidente do CMS. “O Conselho de Saúde se organizou e juntamente com as unidades de saúde e a Secretaria de Saúde, está orientando a população em reuniões em todo município”, acrescenta Abreu. “A prefeitura precisa assumir essa responsabilidade de coordenação ao combate do mosquito da Dengue e reunir todos os seus setores e a comunidade em geral para vencermos esta guerra”, concluiu Abreu.
 
Tanto Emilce Estanislau quanto os conselheiros de saúde cobram também uma postura mais participativa da população, pois a Dengue, Chikungunya e Zika vírus estão em todos os lugares. “Chega de omissão, é hora de ação”, conclamam os conselheiros de saúde. 
 
Outros assuntos
 
Conselheiros aprovaram outro manifesto cobrando uma solução para os muitos problemas verificados no sistema telefônico da secretaria. Embora o diretor administrativo da Secretaria, Pedro Paulo, tenha informado as dificuldades que a prefeitura tem tido com a implantação de um novo sistema telefônico que gere economia e que seja eficiente, os conselheiros entenderam que a demora está prejudicando os serviços de saúde e por consequência, os usuários do SUS, por isso a elaboração do manifesto. 
 
Conselheiros aprovaram novos valores para tabela de preços para realização de endoscopias e colonoscopias, procedimentos adquiridos junto ao Hospital César Leite. O pedido de autorização foi encaminhado pela Comissão Intergestora Regional (CIR). 
 
Avaliação de contratos ligados aos médicos que atuam no setor de ortopedia na Secretaria de Saúde e pagamento das diárias dos motoristas com mais agilidade, também foram assuntos discutidos na reunião do CMS. A próxima reunião do Conselho será na segunda quarta-feira do mês de março, caso não haja convocação extraordinária. 
 
Luiz Nascimento