Forpaz Manhuaçu: Educadores mostram que a escola é o lugar de cultivar a paz



 

Tamanho da fonte    




Para discutir sobre as práticas de boa convivência, relações interpessoais  e implantar a paz  nas escolas, a  Superintendência Regional de Ensino de  Manhuaçu realizou nos dias 6 e 7, o 12º Fórum de Promoção da Paz Escolar (Forpaz). O objetivo do Forpaz é discutir os conflitos escolares de forma pacífica, para que possa estabelecer um local de paz onde o diálogo seja o fator fundamental entre educadores.

Fórum é também para fomentar a articulação em rede para a prevenção e resolução de problemas relacionados à violência no ambiente escolar, comunidade local, além de serem capacitados a levar a mediação de conflitos para dentro das escolas da rede pública. O Forpaz foi criado em 2007 pela Defensoria Pública de Minas Gerais, e adotado pela Secretaria de Estado de Educação em 2012.

O projeto busca ainda o envolvimento das famílias e o papel de liderança dos estudantes em projetos escolares, têm contribuído para a promoção da cultura de paz em escolas mineiras.  Também se busca a parceria e incentivo, que são elementos importantes para a boa convivência.

Os educadores das 78 escolas sob a jurisdição da Superintendência Regional de Ensino, analistas de educação, inspetores, diretores, representantes de órgãos públicos, entidades parceiras da Superintendência Regional de Ensino discutiram alguns pontos, que podem ser essenciais para a criação de um ambiente democrático, capaz de produzir o diálogo equilibrado, acompanhado de práticas de boa convivência e relações  interpessoais no processo político de democracia participativa.

A defensora pública e palestrante, Roberta de Mesquita, ressalta a importância da família para reduzir a violência nas escolas (foto: Eduardo Satil)

Para a defensora pública de Belo Horizonte, Roberta de Mesquita Ribeiro que palestrou sobre mediação de conflito, o trabalho em rede é essencial para o fortalecimento do trabalho eficiente e evitar que a violência se instale nos educandários. “O conflito é inerente ao ser humano e, está presente na sociedade. Só não pode se transformar em problema, senão torna-se difícil de solução”, salienta a palestrante Roberta de Mesquita.

A superintendente Regional de Ensino, Patrícia Luciene Fialho diz que o Fórum de Promoção da Paz Escolar é um projeto singular, onde tem conseguido trazer a família para a escola e estabelecer a boa convivência no ambiente escolar.

A Superintende de Ensino, Patrícia Fialho espera que haja a multiplicação de pessoas para a mediação dos conflitos (foto: Eduardo Satil)

Segundo ela, com a realização do Forpaz, os educadores estão trabalhando de  maneira mais eficaz  na  mediação dos conflitos, que na maioria  das vezes começa em casa e termina na escola. A participação da família se torna muito importante, pois, a presença dos pais evita algo indesejável, capaz de tirar a tranquilidade nos educandários.  “Nós queremos mobilizar e sensibilizar os segmentos de opinião, para a articulação em rede da promoção da paz nas escolas sob nossa jurisdição. Esse trabalho tem a proposta de apresentar um modelo de articulação em rede e também técnicas de prevenção contra a violência”, disse Patrícia Fialho.

Eduardo Satil














}