Foto de “Caboclo D’água” assusta moradores de Ipanema




 

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Trabalho feito em photshop tem assustado muitos na regio de Ipanema (foto: Ipanews)

Trabalho feito em photshop tem assustado muitos na região de Ipanema (foto: Ipanews)

Nos últimos dias, a foto de um animal estranho sendo segurado por um homem tem circulado pela região e deixado muita gente assustada. Alguns afirmam que o bicho seria o lendário "Caboclo D'água", aquele que aparece em várias histórias contadas pelos antigos.

O fato é que andam dizendo que a espécie desconhecida tem rondado pela região de Ipanema, e um deles teria sido capturado por pescadores no rio José Pedro entre Ipanema e Taparuba.

A foto comprovaria o feito e que realmente as histórias dos avós eram verdadeiras. Porém, os que acreditaram vão se decepcionar, pois se trata de uma montagem feita por photoshop.

A imagem em questão foi produzida lá em Goiás por funcionários da obra de uma hidrelétrica no rio Caiapó. O bicho foi chamado de "Nego D'água", também uma lenda contada por pescadores daquela região. O suposto filhote teria morrido durante as explosões de uma pedreira no rio para instalação da hidrelétrica.

E a imagem já assustou muita gente desde que foi confeccionada. Em Aeronópolis/GO, a foto gerou uma grande polêmica depois de circular pelas redes sociais, e diante da repercussão, o biólogo Elias Centofante, responsável pela  Pequena Central Hidrelétrica (PCH) Santo Antônio do Caiapó, esclareceu que não passa de um truque de photoshop e foi montada pelos próprios funcionários da obra como brincadeira e que aquilo espantou alguns moradores ribeirinhos. A montagem foi realizada durante a folga dos funcionários ouvindo as histórias dos pescadores.

Diz a lenda que o "Nego D’água" seria um homem que mora no fundo do rio que corta linha dos pescadores e tira o anzol da boca dos peixes. Alguns ribeirinhos, querendo se livrar do Nego D'agua, levavam garrafas de pinga para jogar dentro do rio para que pudessem pescar sem incômodo.

O biólogo tranquilizou as pessoas e disse que tudo não passou de uma brincadeira.

O recurso de contar essas histórias mirabolantes era o meio que os pais achavam para segurar os filhos em casa para que eles não se aventurassem nos rios. E pelo jeito funcionou, porque até hoje o povo se lembra dessas histórias.
 
IpaNews/com informações do site Olhar Direto