IDHM: Manhuaçu está em 2199 no ranking brasileiro



 

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O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDHM) do Brasil cresceu 47,5% entre 1991 e 2010, segundo o "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", divulgado nesta segunda-feira, 29, pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (Pnud). De acordo com a publicação, a cidade com o IDHM mais elevado é São Caetano (SP), e os municípios que tiveram maior evolução no quesito "renda" são das regiões Norte e Nordeste.

Manhuaçu e região

Ainda segundo a análise, o município de Manhuaçu apresenta médio desenvolvimento humano, posicionado em 2199 no ranking brasileiro. A cidade tem IDHM 0,689, sendo que o IDH vai de 0 a 1 e quanto mais próximo de 0, pior o desenvolvimento humano. Manhuaçu apresenta ainda 0,839 de longevidade; 0,692 de renda e 0,563 de educação.

O que chama a atenção é que Manhuaçu perde para cidades como Caratinga (0,706 – 1720 no Brasil), Ponte Nova (0,717 – 1398 no Brasil) e Viçosa (0,775 – 178 no Brasil) e quase iguala-se a cidades como Manhumirim e Simonésia e perde para Carangola.

Manhuaçu não está bem posicionado no ranking se comparar a cidades do mesmo porte (foto: Manhuacu.com/Arquivo)

As demais cidades que compõe a Comarca de Manhuaçu são Simonésia (0,632 – 3448 no Brasil); Santana do Manhuaçu (0,621 – 3680 no Brasil); Reduto (0,629 – 3501 no Brasil); Luisburgo (0,608 – 3957 no Brasil) e São João do Manhuaçu (0,650 – 3115 no Brasil). Demais cidades da região: Manhumirim (0,697 – 1995 no Brasil); Matipó (0,631 – 3469 no Brasil); Martins Soares (0,635 – 3393 no Brasil); Carangola (0,695 – 2059 no Brasil); Caputira (0,615 – 3796 no Brasil); Caratinga (0,706 – 1720 no Brasil); Chalé (0,655 – 3008 no Brasil); Lajinha(0,661 – 2870 no Brasil); Ponte Nova (0,717 – 1398 no Brasil); Viçosa (0,775 – 178 no Brasil).

Brasil

A classificação do IDHM geral do Brasil mudou de "muito baixo" (0,493), em 1991 para "alto desenvolvimento humano" (0,727), em 2010. Em 2000, o IDHM geral do Brasil era 0,612, considerado "médio".

O IDHM é um índice composto por três indicadores de desenvolvimento humano: vida longa e saudável (longevidade), acesso ao conhecimento (educação) e padrão de vida (renda).

O IDHM do país não é a média municipal do índice, mas é um cálculo feito a partir das informações do conjunto da população brasileiras em relação aos três indicadores. O IDH municipal também tem critérios diferentes do IDH global, que o Pnud divulga anualmente e que compara o desenvolvimento humano entre países.

Entre os três indicadores que compõem o IDHM, o que mais contribuiu para a pontuação geral do Brasil em 2013 foi o de longevidade, com 0,816 (classificação "desenvolvimento muito alto", seguido por renda (0,739; "alto") e por educação (0,637; "médio").

Apesar de educação ter o índice mais baixo dos três, foi o indicador que mais cresceu nos últimos 20 anos: de 0,279 para 0,637 (128%). Segundo o Pnud, esse avanço é motivado por uma maior frequência de jovens na escola (2,5 vezes mais que em 1991). No indicador longevidade, o crescimento foi 23% entre 1991 e 2010; no caso de renda, a alta foi de 14%.

Categoria 'muito baixo' encolhe

Em 20 anos, 85% dos municípios do Brasil saíram da faixa de “muito baixo desenvolvimento humano”, segundo classificação criada pelo Pnud. Atualmente, 0,57% dos municípios, ou 32 cidades das 5.565 do país, são consideradas de “muito baixo desenvolvimento humano”.

De acordo com os dados do "Atlas do Desenvolvimento Humano no Brasil 2013", 85,8% dos municípios brasileiros faziam parte do grupo de “muito baixo desenvolvimento humano” em 1991. Em 2000, esse número caiu para 70% e, em 2010, despencou para 0,57% .

As faixas classificatórias do Índice de Desenvolvimento Municipal (IDHM) são "muito baixo" (0 a 0,499); "baixo" (0,500 a 0,599); "médio" (0,600 a 0,699); "alto" (0,700 a 0,799) e "muito alto" (0,800 a 1).

"O Brasil tem mostrado um progresso extraordinário em termos de saúde, educação e distribuição de renda. Isso mostra que é possível, em pouco tempo, mudar as condições de um país", disse Chediek.

As regiões Sul e Sudeste têm a maioria dos municípios concentrada na faixa de “alto desenvolvimento humano”, 64,7% e 52,2%, respectivamente. No Centro-Oeste e no Norte, a maioria dos municípios é considerada como “médio desenvolvimento”: 56,9% e 50,3%, respectivamente.

Geilson Dangelo/com informações do G1














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