Intolerância ao glúten: Vereadores aprovam Programa de Assistência nas escolas e creches



 

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De autoria do Vereador Paulo César Altino, um importante Projeto de Lei foi aprovado por unanimidade na Câmara e Manhuaçu, na sessão legislativa do último dia 18 de setembro. Trata-se do Projeto nº 075/2014 que “Institui o Programa de Assistência aos Portadores de Doença Celíaca, Diabetes, Hipertensão e Intolerância à Lactose, no âmbito das creches e da Rede Municipal de Ensino”. O Programa visa detectar, ainda na infância, a incidência destas doenças, considerando que, com o passar da idade, no caso do glúten, as consequências são piores para a pessoa portadora, em razão da concentração desta proteínaingerido diariamente. 
 
Intolerância ao glúten
 
A Doença celíaca é também conhecida como “intolerância a glúten” - proteína encontrada no trigo, aveia, cevada, centeio e seus derivados, como massas, pizzas, bolos, pães, biscoitos, cerveja, uísque, vodca e alguns doces, provocando dificuldade do organismo de absorver os nutrientes dos alimentos, vitaminas, sais minerais e água.
 
São sintomas da doença: diarreia com perda de gordura nas fezes, vômito, perda de peso, inchaço nas pernas, anemias, alterações na pele, fraqueza das unhas, queda de pelos, diminuição da fertilidade, alterações do ciclo menstrual e sinais de desnutrição. A doença só pode ser diagnosticada por meio de exames de sangue, pois os sintomas são muito variados e constantemente associados com outras doenças. Normalmente se manifesta em crianças com até um ano de idade, quando começam a ingerir alimentos que contenham glúten ou seus derivados. A demora no diagnóstico leva a deficiências no desenvolvimento da criança. Em alguns casos se manifesta somente na idade adulta, dependendo do grau de intolerância ao glúten, afetando homens e mulheres.
 
O principal tratamento é a dieta com total ausência de glúten; quando a proteína é excluída da alimentação os sintomas desaparecem. A maior dificuldade para os pacientes é conviver com as restrições impostas pelos novos hábitos alimentares. A doença celíaca não tem cura, por isso, a dieta deve ser seguida rigorosamente pele resto da vida. É importante que os celíacos fiquem atentos à possibilidade de desenvolver câncer de intestino e a ter problemas de infertilidade. É obrigatório por lei federal (Lei nº 10.674, de 16/05/2003) que todos os alimentos industrializados informem em seus rótulos a presença ou não de glúten para resguardar o direito à saúde dos portadores de doença celíaca.
 
O Vereador Paulo Altino agradeceu ao apoio dos colegas de plenário pela aprovação deste Projeto e destacou sua importância, durante entrevista. “Entendemos que seja muito importante a adequação do tratamento destas doenças raras, nas escolas e creches, porque às vezes, os pais não têm condições financeiras para os exames particulares. Trata-se de uma doença relacionada à intolerância ao glúten, que impede à criança de comer um pão ou uma coxinha e até mesmo beber um leite. O Projeto recebeu adaptações como o Fundo de Olhos, entre outras, e foi aprovado”, comentou.
 
O Projeto de Lei aprovado pela Câmara de Vereadores agora segue para a sanção do Prefeito, que deverá providenciar a implantação do mesmo nas instituições de ensino do município. 
 
Assessoria de Comunicação













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