Irmãos são brutalmente assassinados em Dom Modesto



 

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Crime bárbaro foi registrado pela Polícia Militar dentro de uma propriedade rural do Córrego do Macaco, em Dom Modesto, distrito de Caratinga, durante esta terça-feira, 28/03. Um casal de irmãos foi brutalmente assassinado com um instrumento perfurocortante ou corto-contuso. As vítimas do duplo homicídio foram João Batista Martins, de 55 anos, e Luzia Martins Dias, também de 55.

O vendedor Leomar Vidal Garantido, de 27 anos, que passa sempre pela localidade a trabalho foi quem suspeitou que havia algo de errado e encontrou um dos corpos caído no interior da residência.
 
“Eu me deparei com a casa aberta e eu gritava e não atendia. Aí saí do local e fui até Dom Modesto fazer umas cobranças. E depois voltei ao local de novo. Ao chegar aqui, encontrei a casa da mesma forma e aí gritei e não atendeu. Como é de costume, eles saem e fecham a casa. Eu pulei a porteira e cheguei até a janela onde vi algumas coisas bagunçadas. Meu amigo estava do lado de fora e falei: ‘dá uma olhada aí, que eu vou olhar aqui’. Estou achando isso muito esquisito. Passei pela porta da frente da cozinha e abri o portãozinho. Entrei na varanda, quando deparei com mais bagunça no chão. Aí eu entrei mais um pouco e a avistei caída ao chão em meio às poças de sangue. Aí já saí em desespero e gritando”, relatou Leomar.
 
Segundo Leomar, a PM foi acionada e os parentes das vítimas avisados sobre o crime. A PM isolou e resguardou o local até a chegada da perícia técnica da Polícia Civil.
 
Ainda não é possível afirmar se os irmãos foram vítimas de latrocínio (roubo seguido de morte), já que o caso demanda de outros trabalhos investigativos. O crime será investigado pela Delegacia Regional de Caratinga. Após a cena do crime ser periciada, o perito Mageste deu alguns detalhes sobre a perícia feita na casa e nos corpos.
 
“No local, aparentemente, houve um vasculhamento generalizado, porque tinha uma guarda-roupa e móveis abertos, além de utensílios e roupas jogados pelo chão. O que caracteriza que houve um homicídio. Qual o intuito desse homicídio, a gente não pode explicitar porque não tem como afirmarmos com certeza se houve furto ou não no local”, disse o perito.
 
A perícia recolheu uma foice, possivelmente, suja de sangue, no interior da residência, que será periciada. “Eu não posso te dizer precisamente qual foi a arma utilizada. Foi um instrumento perfurocortante. Nós apreendemos uma foice e ela terá que ser periciada ainda, porque há uma mancha nela, mas eu não posso afirmar agora se trata de sangue humano. Mas os ferimentos são condizentes com um instrumento perfurocortante ou corto-contuso”, explicou o perito.
 
Pela casa ficaram as marcas de sangue das vítimas. João Batista foi encontrado em um quarto próximo à sala. E Luzia em outro quarto perto da copa. A mulher tinha as mãos amarradas e ferimentos menores no pescoço. João Batista também apresentava ferimentos na região do pescoço, porém, mais profundos. “Eles também tinham alguns ferimentos menores nas regiões inferiores. Nas coxas e no joelho. Isso pode ter ocorrido no momento em que a vítima tentava fugir do agressor”, comentou o perito.
 
As vítimas eram clientes de Leomar há cerca de 2 anos. O vendedor contou que eram pessoas muito simples e humildes. “Infelizmente uma perda muito grande”, disse Leomar. Após os trabalhos periciais, os corpos das vítimas foram liberados e levados pelo serviço funerário ao Instituto Médico Legal (IML).
 
“Conversamos com parentes que nos informaram que as vítimas são pessoas muito tranquilas, humildes e não tinham qualquer tipo de desavença com outras pessoas. Próximo ao corpo da vítima do sexo feminino foi encontrada uma bolsa com um valor de R$ 258,00. Até então, não tem como nós precisarmos se esses autores vieram no intuito de auferir alguma vantagem econômica e em virtude disso tiraram a vida dessas pessoas. Vai ser registrada uma ocorrência de homicídio, mas no decorrer das investigações futuras, talvez evolua para um latrocínio. A gente vai continuar o rastreamento com o objetivo de levantar mais informações e a gente faz um apelo à população, que caso tenha alguma informação, nos repasse. Para que a gente possa verificar, porque foi um crime com requintes de crueldade e que a gente não pode deixar que esses autores saiam impunes”, disse tenente Brenno.
 
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