Juiz da Infância e Adolescência quer empresários na causa social



 

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Foi recebida com alegria pelos representantes da ACIAM, ASCON, Comissário de Menores e Conselho dos Direitos da Criança e do Adolescente, a notícia de que o Poder Judiciário estará mobilizando e chamando à responsabilidade dos empresários manhuaçuenses, para estarem participando da campanha do Imposto de Renda e o repasse para o Fundo da Infância e da Adolescência (FIA).
 
Durante encontro na tarde desta segunda-feira, com o juiz da Vara da Infância e da Adolescência, Dr. Marco Antônio Silva, alguns pontos foram debatidos com relação a uma mobilização, para que os empresários possam estar despertando para  a importância de estarem participando da vida da cidade,  através da ação de cidadania empresarial pela infância e adolescência e estarem envolvidos em projetos voltados, para a melhoria das condições de vida das crianças e adolescentes.
 
O FIA permite às empresas doarem 1% de seu imposto de renda a pagar (no caso de pessoas físicas 6%) para ações que beneficiem crianças e adolescentes carentes.
 
Agora será trabalhado junto às entidades representativas, o bom senso de cada empresário local, para que ele entenda a necessidade de estar aplicando esse valor para auxiliar nas causas essencias e, ao mesmo tempo sendo um parceiro do FIA.
 
Para o presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, Savele Xavier de Barros, os empresários devem abraçar essa causa tão nobre. Savele Xavier explica que, o Conselho hoje é autônomo, sem nenhum vínculo direto com a prefeitura. "Por ser um órgão de carater normativo, deliberativo e controlador da política de atendimento, promoção, proteção e defesa dos direitos da criança e do adolescente necessita da parceria forte com os empresários, que podem estar descontando a parcela na fonte, para doação ao Fundo da Infância e da Adolescência.
 
O juiz da Vara da Infância e da Adolescência, Dr. Marco Antônio Silva  diz que o objetivo desse encontro com os representantes dos contabilistas, empresários e conselheiros é tão somente para sensibilizá-los, a fim de que eles possam ser parceiros, destinando o recurso do imposto de renda para o Fundo da Infância e da Adolescência. 
 
Ao buscar o apoio das classes, o diálogo poderá fluir de forma que todos entendam que, se faz necessário participar, doar e colaborar para que projetos voltados às crianças e adolescentes sejam custeados com a parcela de 1% repassado ao FIA.
 
Empresários serão convocados para audiência
 
A troca de experiência entre o presidente do Conselho Municipal de Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente, ACIAM, ASCON, Comissário de Menores e o juiz Marco Antônio Silva foi fundamental, para nortear o próximo passo a ser seguido.
 
As entidades ligadas aos empresários vão confeccionar um folder, contendo informações relevantes sobre a forma de doar 1% do imposto de renda, ao Fundo da Infância e da Adolescência e, iniciar uma mobilização para que todos possam participar de uma audiência, no dia 20 de novembro, no Salão do Tribunal do Juri.
 
O juiz Marco Antônio Silva explica que nessa audiência estará mostrando as possibilidades, vantagens dos empresários participarem e somando força para que o trabalho seja de transformação. "Nesse dia, vamos apresentar a proposta da ação de cidadania, de que maneira eles poderão abraçar a causa. A começar pelo Poder Judiciário, que estará doando a sua parcela de 1% do imposto de renda, para o Fundo da Infância e da Adolescência",ressalta o  magistrado.
 
Para o coordenador do Comissariado de Menores da Comarca de Manhuaçu, Flávio Lacerda, essa abertura para um trabalho em rede com os empresários, destinando esse percentual ao Fundo da Infância e da Adolescência, certamente haverá mais facilidade para executar as ações. Lacerda acredita que, a partir de agora a rede possa fortalecer. "Agora, com a participação dos nossos empresários, novos projetos vão surgir e novas adesões também. Esperamos que, no dia 20 de novembro haja verdadeira participação daqueles que serão verdadeiros parceiros do Fundo da Infância e da Adolescência e, instituições que serão beneficiadas", frisa Flávio Lacerda.
 
Eduardo Satil













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