Moradores do Bairro São Francisco de Assis clamam por socorro



 

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A falta de atenção por parte do Poder Público está deixando indignados os moradores da Comunidade São Francisco de Assis, em Manhuaçu. Há vários meses, eles aguardam ansiosamente que alguém enxergue a cratera e a necessidade da construção de um muro de sustentação na Avenida Hervê Cordovil, local bastante movimentado de veículos e pedestres.

Paralelo a um alambrado, o barranco foi se desfazendo e comprometendo parte do asfalto.Como nenhuma medida de precaução foi tomada à época, o tempo encarregou de pouco a pouco causar  rachadura e a queda do barranco. Agora, os moradores temem que a situação possa piorar e, até mesmo ficar difícil para veículos, ônibus e carros de carga transitarem. "Aqui se tiver um carro parado é impossível que o ônibus ou um carro menor passe. A gente fica com medo da situação se agravar, já que nenhuma providência foi tomada pela administração municipal até hoje", destaca o presidente da Associação de Moradores do Bairro São Francisco de Assis, João Batista de Ramos.
Moradores pedem providências (foto: Eduardo Satil)
Em fevereiro, durante a visita do Chefe do Executivo ao Conselho das Associações de Moradores de Manhuaçu (Coamma) foi lhe entregue um ofício, solicitando a construção do muro de sustentação e, ainda frisando como uma prioridade para a comunidade.
 
Decepcionado com o descaso, o presidente da Associação, João Batista de Ramos procurou a imprensa para ressaltar a extrema necessidade, clamar por socorro e solicitar que a administração municipal tenha mais carinho para com as famílias residentes na comunidade São Francisco de Assis. Ao falar do problema vivido, João Batista de Ramos destaca que se sente frustrado diante da situação. Ele salienta que as coisas vão se complicando a cada dia, o barranco oferecendo risco e a comunidade a mercê da sorte. "Isso traz incômodo a todos que passam. Pessoas ficam aglomeradas no local que fica perto de duas igrejas e, o acesso ficando mais difícil. Parece que estão brincando com a comunidade. As promessas ocorrem no período de eleição e, depois somos esquecidos", lamenta o líder comunitário João Batista de Ramos.
 
Com a presença da reportagem no local, outros moradores também demonstraram a insatisfação ao saberem que, em fevereiro passado, o presidente da Associação João Batista de Ramos, "Irmão Joãozinho", levou a reivindicação da comunidade para o Executivo Municipal.  Os moradores reclamam e, ao mesmo tempo não entendem a falta de atenção com a comunidade que está exigindo o mínimo da administração municipal e, não conseguem ter o pedido atendido. Quem mora próximo do local, conta que por diversas vezes crianças já caíram, motoristas são obrigados a realizar manobras rápidas para evitar acidente. "É uma vergonha o que está acontecendo aqui. Estamos abandonados e, o único meio é apelarmos pela imprensa", resumiu um morador que preferiu o anonimato.
 
Revolta e decepção
 
O ex-presidente da Associação, Paulo Antônio Teodoro ressalta que a falta de segurança é visível no local, onde os carros passam e às vezes os motoristas desconhecem o risco. Ele lembra que, em 2009, já havia alertado para essa situação complicada na Avenida Hervê Cordovil. De lá pra cá pouca coisa avançou. As coisas ficaram no esquecimento e, agora retoma uma nova "batalha"para chamar a atenção do Poder Público, no sentido de observar com total carinho a comunidade. Durante o desabafo, Paulo Teodoro disse que, enquanto levam as coisas a sério, as pessoas brincam com as famílias que depositam confiança naqueles que ocupam a função pública. "Hoje a nossa prioridade é o muro, para que tenhamos mais segurança. Estamos reivindicando o mínimo do Poder Executivo e, aqui estamos na esperança de que sejamos atendidos", frisa Paulo Antônio Teodoro.
 
Eduardo Satil













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