PM alerta população sobre o mau uso de aplicativos ao denunciar blitz e operações



 

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Uma prática que se tornou comum no aplicativo WhatsApp gerou polêmica e está dividindo opiniões. O mau uso dos meios de comunicação através da tecnologia acaba, em alguns casos, beneficiando o crime. Mas o alerta da Polícia Militar é claro: avisar sobre pontos de fiscalização é crime previsto no Código Penal e cabe punição.
 
Grupos que tem a finalidade principal de avisar sobre os locais onde há policiamento ostensivo e blitz, foram descobertos pela Polícia Militar na terça-feira, 06/06, durante a realização da Operação Cavalo de Aço, quando a PM flagrou um menor conduzindo uma “Cinquentinhas”, avisava em grupos de WhatsApp sobre os pontos de blitz.
 
O Comandante da 72ª Cia de Polícia Militar, capitão Jésus Cássio, responsável pelo policiamento na área da cidade conta que durante a realização das operações na última terça, os policiais perceberam que alguns motoristas tiravam fotos das operações. Ele explica que apesar das ações da PM serem públicas, o fato deixou as equipes em alerta que voltaram a atenção para este tipo de prática, o que culminou na identificação de grupos do aplicativo que avisavam sobre operações da Polícia Militar.
 
“Na terça-feira, nós percebemos nas operações, tanto nas itinerantes quanto nas fixas, a presença de alguns veículos que chegavam e tiravam fotos. Inicialmente desconfiando por ser uma operação da PM, mas nada impede, porque nossa ação é pública. Mas daí vislumbrou-se essa possibilidade de terem algumas pessoas mal intencionadas,  envolvidas com o crime, ou simplesmente para evadir de uma infração de trânsito estavam na divulgação dessas blitz”, conta o capitão da PM.
 
Segundo capitão Jésus, após avistar uma moto retornando em um dos pontos de Blitz os policiais voltaram a atenção para o fato. “Nós abordamos um menor, por consequência inabilitado numa motocicleta, e ao verificar essas fotos no celular foi visto que ele havia enviado para grupos identificando várias (operações) durante o dia. Até grupos formados pra essa finalidade.
 
“Eu gostaria que além da questão ilegal, de ser caracterizado como crime. O mais importante: nós temos que pensar é na nossa segurança. Hoje eu posso estar avisando um cidadão que as vezes vai evitar de ser multado. Mas eu posso também ter avisado a aquele que passou na Blitz e foi avisado e pode ter sido o meu veículo que foi furtado, o meu veículo que foi roubado, ou o meu irmão, meu pai, meu filho, que foi vítima de um crime, que a polícia deixou de ter uma atuação, porque essas pessoas também, com má intenção, que estão no cometimento de crime também e não somente infrações de trânsito,  evadem desses pontos de blitzs.”, conclui capitão Jésus.
 
Tribuna do Leste
 
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