Presídio de Manhuaçu: 14 milhões de reais podem ir para outra cidade



 

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O presidente da Câmara de Manhuaçu, vereador Maurício Júnior, e o secretário Eli de Abreu reuniram-se com o Secretário de Estado de Defesa Social, Rômulo Ferraz. O objetivo do encontro foi mais uma vez reforçar a necessidade de construção do presídio de Manhuaçu. A cidade pode perder o investimento de 14 milhões de reais.
 
O município doou área há mais de quatro anos para construção do presídio e a atual administração, ainda em 2012, chegou a firmar compromisso de dotar a área de infraestrutura e entregar o terreno já terraplanado. Como isso não foi cumprido e nem oferecida outra área, Manhuaçu pode perder o presídio.
 
Segundo o Secretário de Estado, Rômulo Ferraz, o prefeito de Lajinha, Lúcio Sebastião, esteve na Cidade Administrativa e ofereceu um terreno do município, fora da cidade para a construção. O local seria ideal para o presídio da região e ainda resolveria o problema da cadeia de Lajinha, que fica dentro da cidade.
 
O Secretário Rômulo Ferraz explicou que por duas vezes chegou a mandar um engenheiro da Secretaria de Defesa Social ao município para examinar o local e estudar a possível construção do novo presídio. Como não houve solução sobre o impasse da infraestrutura e terraplanagem, a cidade pode perder a obra.
 
"A cadeia é antiga, velha e, apesar dos esforços da direção atual, é um local inadequado. Tivemos uma audiência pública no ano passado com a Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa em Manhuaçu e fomos ao secretário. O problema é que a prefeitura não faz a parte dela e estamos em vias de perder o presídio”, lamentou o presidente Maurício Júnior.
 
O vereador Eli de Abreu também argumentou que a obra é um investimento que gerará empregos e renda para Manhuaçu, além de melhorar a segurança pública e acabar com a velha cadeia que não tem mais condições de funcionar. “Daremos condições dignas aos presos e teremos um investimento significativo em Manhuaçu. Não podermos perder o presídio”, pontuou.
 
O terreno doado ao Estado foi aprovado pela Secretaria de Defesa Social quando da doação, e fica na margem da rodovia dos Estudantes, entre a Ponte do Silva e a Vila Formosa. 
 
TERRENO NÃO SERVE
 
As obras de infraestrutura e preparação do terreno deveriam ter sido realizadas em 2013. O Estado condicionou o início da construção do presídio à realização das melhorias no local.
 
Segundo o Secretário de Estado, Rômulo Ferraz, a prefeitura já foi informada que a área não serve: “O terreno disponibilizado pelo município há alguns anos, nas visitas que foram realizadas pelo DEOP (Departamento de Obras Públicas), que irá realizar a obra, se mostrou inviável em razão da sua inclinação. Existe a necessidade de construção de um talude cujo valor fica muito próximo ao próprio investimento da obra, que já é de grande vulto. Isso já foi colocado ao longo do ano passado, mas a prefeitura insiste nessa área. Nós enviamos equipe novamente e eles reiteraram que o terreno oferecido é inviável”.
 
Rômulo Ferraz admite que a cidade pode perder o investimento e que se busca outro terreno na região, pois existe uma preocupação muito grande em termos prisionais. “A cadeia de Manhuaçu é insuficiente e inadequada e precisamos na região de um terreno para iniciarmos a construção de um presídio para 300 a 400 indivíduos. Temos prazos e queremos resolver o problema de Manhuaçu e do entorno, mas nesse terreno não é possível. Dependemos das lideranças políticas, representantes da cidade para nos ajudarem na solução”.
 
O investimento na construção do presídio é orçado em 14 milhões de reais.
 
Assessoria de Imprensa













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