Projeto CAF realiza trabalho social e leva esperança às famílias



 

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"O sonho não pode acabar", com esse pensamento e por acreditar que as coisas são possíveis de se realizar, que um grupo de pessoas deu início a um projeto para acompanhamento e orientação às famílias do Bairro São Francisco de Assis, em Manhuaçu.  Mais tarde, um galpão foi erguido com o nome de "Centro de Apoio à Família", tendo como principal objetivo resgatar a dignidade das pessoas, ensiná-las a buscar meios para chegar além do sonho através de cursos profissionalizantes para abrir um novo horizonte.

Muitas ideias foram surgindo pelo grupo de voluntários e a cada momento a demanda aumentava dentro do princípio pelo qual foi criado. A partir daí, houve a necessidade de ampliar as atividades e buscar parcerias com outras instituições para a manutenção dos projetos.
 
Atualmente, o Centro de Apoio à Família (CAF) atende 400 pessoas, quer seja com orientação, cursos profissionalizantes, além de despertar nas pessoas que são atendidas a vontade de vencer. Através das oficinas, laboratório de informática, espaço para beleza, sala de música, culinária, aula de reforço e consultório odontológico, a esperança se renova como um grande passo para a transformação na vida daqueles que participam dos projetos.
 
Segundo a presidente do Centro de Apoio à Família, Margareth Pesso Guiduce, o trabalho desenvolvido é de muita relevância para as famílias do Bairro São Francisco de Assis e, para a cidade em si. E para que o trabalho ganhasse mais impulso, o CAF firmou um convênio com o 11º Batalhão de Polícia Militar e hoje 70 adolescentes participam do curso de música. Onde eles se apresentam, as pessoas param para ouvir e perguntar de onde é a banda. 
Margareth Pesso destaca com o orgulho todas as ações que são desenvolvidas junto àquela comunidade. "Estamos pedindo para que toda a sociedade tome conhecimento de todo esse trabalho. Queremos que venham conhecer o CAF para estabelecermos parcerias, principalmente, com a Prefeitura Municipal, como já fazemos com o Batalhão, FUMAPH e Rotary Clube", ressalta Margareth Guiduce.
 
Ela conta que o projeto só está seguindo em frente porque todos os meses realiza bazar, além do "chá da fraternidade", que é realizado anualmente. A renda é revertida para o pagamento de pessoas que trabalham no Centro de Apoio à Família, já que não existe nenhuma ajuda do município a fim de garantir a manutenção de forma mais adequada.
Banda do CAF chamou a atenção de quem estava na praça. E para que o projeto continue é preciso da participação da comunidade (foto: Eduardo Satil)
 
A busca por dias melhores
 
Sem esconder o entusiasmo, Margareth Pesso Guiduce conta que os alunos de música se realizam a cada apresentação. Segundo ela, durante a apresentação na última semana no centro da cidade, muitas pessoas ficaram admiradas com a desenvoltura, a capacidade artística dos adolescentes e, ainda perguntavam de onde era aquele grupo musical.  "Fiquei feliz em ver o entusiasmo dos adolescentes e a curiosidade do povo. Quem visitar nossa sede, com certeza sairá vislumbrado", comenta a presidente do CAF, Margareth Guiduce.
 
Outro avanço do CAF foi a parceria com a Brookfield, empresa de energia renovável e especializada em confecção de bolsas ecológicas, fabricadas com lonas de banners. Margareth Guiduce conta que foi montado o processo para análise da empresa para a fabricação de bolsas ecológicas. Somente o CAF (Manhuaçu) e outra entidade no Rio Grande do Sul foram selecionados. Essa conquista impulsionou o Centro de Apoio à Família. A primeira turma que formou em fevereiro montou uma cooperativa, que funciona no espaço do CAF, onde as participantes estão confeccionando a todo o vapor mais de 500 bolsas ecológicas, para o FOREA que estará acontecendo no próximo mês em Manhuaçu. O trabalho é acompanhado pela estilista Rita Santos.
Aqui as costureiras trabalham na confecção de bolsa ecológica, sob a orientação da estilista Rita Santos (foto: Eduardo Satil)
Para a assistente social, Juliana Oliveira, o atendimento é feito de forma bastante singular às pessoas de idade variada. Ela destaca que são pessoas, com renda mínima que encontram no Centro de Apoio à Família (CAF) o apoio, como sinônimo de renascer a esperança e um novo caminho para seguir. "Para nós é gratificante, mas queremos sim, que todos venham conhecer o trabalho, serem voluntários em nossas ações, doando materiais como banners para a confecção de bolsas  e, outras coisas que sejam úteis  para modificarmos a condição de vida de tantas famílias", destaca Juliana Oliveira.
 
Eduardo Satil













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