Protesto BR 262: moradores fecham pista e colocam fogo em pneus em Santo Amaro



 

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Moradores de Santo Amaro de Minas fecharam a BR 262 no km 56 e também no trevo do distrito em protesto pela morte de Gilmar Alves de Freitas, 37 anos vítima de um acidente de trânsito ocorrido no local, na noite de quinta-feira.

 
Gilmar conduzia uma bicicleta, quando na tentativa de atravessar a rodovia foi colhido por uma motocicleta e depois atropelado por um outro veículo. A manifestação teve início logo após o sepultamento de Gilmar, por volta das 15 horas quando populares fecharam a rodovia com pneus em chamas e derrubaram árvores que ficaram atravessada na rodovia.
 
Uma das reinvindicações dos moradores era a instalação de quebra-molas no trecho entre aeroporto e o posto de combustíveis, logo após ao trevo, no sentido para quem vai para Belo Horizonte. "Estamos cansados de ver nossos amigos e familiares perderem a vida nesta estrada e ninguém fazer nada. Mesmo com o radar aqui no trevo, os carros descem do aeroporto em alta velocidade", disse Cristina Mayrink, Presidente da Associação de Moradores de Santo Amaro.
 
O trecho da rodovia que corta o distrito é de pouco mais de dois quilômetros. "Temos muito moradores que residem do outro lado da BR e todos os dias adultos e crianças enfrentam o desafio de atravessar a BR seja pra ir ao mercado, igreja, na casa de amigos e para a escola", completa.
 
O protesto fechou a rodovia por quase 10 horas, nem mesmo a chuva forte no meio da tarde acalmou os ânimos dos moradores.
 
A Polícia Rodoviária Federal acompanhou de perto toda movimentação, que apesar de causar um transtorno enorme aos usuários da via, transcorreu de forma pacífica.
 
Além dos PRFs, Tadeu Lima e Antônio Neto, o Inspetor Fernando César se fez presente a todo momento.
 
No final do dia, uma proposta foi apresentada aos moradores pelo DNIT, através do Inspetor. "Conversei com o engenheiro responsável pelo trecho junto ao DNIT e este me autorizou a apresentar aos moradores uma proposta de um encontro na quarta-feira, às 8 horas da manhã, na Unidade do órgão em Rio Casca, onde seriam apresentadas as reivindicações dos moradores", explicou o Inspetor.
 
A princípio a proposta seria aceita pelos moradores, mas alguns decidiram que não era suficiente.
 
Mesmo após quase 5 horas de rodovia fechada continuaram com o protesto prometendo liberar o trânsito somente à meia-noite.
 
No entanto, os moradores continuaram com o protesto até por volta de 1 hora da manhã e somente após a chegada do Pelotão de Choque da Polícia Militar de Ipatinga e de Manhuaçu foram dispersados os manifestantes.
 
A pista foi totalmente liberada às 6:30 da manhã quando finalizaram os trabalhos de retiradas das árvores e recomposição do asfalto danificado pelos manifestantes.
 
Tribuna do Leste













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