SAAE: tarifa mais cara e “privatização” na mesa de discussão



 

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Funcionários que prestam serviço nos distritos e na “sede” do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) se reuniram mais uma vez com representantes do Legislativo, com o objetivo de cobrar um posicionamento para ajudar esclarecer a população sobre a necessidade do aumento da tarifa.
Nos últimos dias, os consumidores receberam a conta de água com valores exorbitantes e a partir daí ocuparam as redes sociais para manifestarem a respeito da situação. O polêmico tema foi debatido entre representantes do CISAB, Executivo, Legislativo e equipe técnica do SAAE, constatando erro de cálculo na tarifa.
 
Não satisfeitos, os servidores passaram a fazer questionamento acerca do que estava acontecendo junto à direção da autarquia, que passou as informações exigidas. Assim, os servidores se uniram para informar a população sobre os cálculos e a necessidade do aumento da tarifa de água de forma justa.
 
Privatização
 
Sobre a privatização, os servidores ficaram temerosos e solicitaram mais uma reunião com representantes do Legislativo para terem a certeza do apoio, uma vez que todos os vereadores são conhecedores do problema, sobretudo a preocupação de cada funcionário da autarquia.
 
Os vereadores que integram a Comissão dos Direitos do Consumidor formada por Adalto de Abreu, Gilson César, além dos vereadores Paulo Altino, Berenice, Cb. Ferreira e Geovane Mageste participaram da reunião com os servidores do SAAE e manifestaram apoio necessário para estarem levando à coletividade as informações inerentes ao aumento da tarifa que será cobrada a partir de maio.
 
O vereador Paulo Altino disse que sempre estará junto dos servidores, por conhecer o trabalho e o comprometimento com a autarquia. Disse ainda, que participou da reunião entre os representantes dos comerciários junto à Chefe do Executivo, onde ficou esclarecido que o valor a ser cobrado será compatível com o que o for gasto. Segundo o vereador, ao final da reunião, todos entenderam perfeitamente a necessidade do SAAE estar cobrando mais e de acordo com o que for consumido. “Podem ter certeza de que estaremos ao lado dos servidores, para falar sobre o significado do aumento. Quanto à privatização, com certeza a Casa Legislativa nunca irá admitir isso”, afirma o vereador Paulo Altino.
 
Para o presidente da Comissão dos Direitos do Consumidor, vereador Adalto de Abreu, a reunião serviu para tranquilizar os servidores do órgão e, ao mesmo tempo, conscientizar a população manhuaçuense que o valor a ser cobrado significa ajudar a autarquia reerguer para prestar um bom serviço, realizar novos investimentos em toda a estrutura e ser orgulho do município. “A dúvida maior dos servidores está relacionada à privatização. Mas, reafirmamos que somos contra e não vamos admitir que o nosso patrimônio seja terceirizado. Queremos que eles tenham mais empenho e que a população entenda o reajuste para o consumidor”, ressalta Adalto de Abreu.
Os vereadores prontificaram que darão toda atenção ao SAAE, para que a autarquia tenha condição de desenvolver o seu trabalho junto à população.
 
O servidor do SAAE, Luiz Carlos Maia diz que todos os funcionários saíram satisfeitos diante do posicionamento dos vereadores. “O reajuste é uma tarifa justa. Basta que falemos a verdade, para que a população entenda que essa é uma necessidade. Todos têm pagar o valor justo daquilo que gasta”, ressalta Luiz Carlos Maia.
O mesmo pensamento é do relator da Comissão dos Direitos do Consumidor, vereador Gilson César. Ele acredita que, a partir do momento que a população tomar conhecimento de como tudo está sendo feito, principalmente observar mudança no serviço prestado, as coisas serão normalizadas. “A nossa luta será contínua, para que não aconteça algo que venha prejudicar os servidores da autarquia”, conclui Gilson Cesar.
 
Com os investimentos a curto e longo prazo, a autarquia deverá reduzir drasticamente o desperdício de água que atualmente chega a 60% do que é produzido, já que a maioria das residências ainda promovem o desperdício da água. Outro gargalo que impede a autarquia de prestar um serviço de excelência é a inadimplência, que tem valor considerável.
 
Eduardo Satil / Tribuna do Leste













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