SAAE encontra dificuldade para atender a população



 

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A cada chamado para atender reclamação dos moradores de vários bairros da cidade, a equipe de manutenção do Serviço Autônomo de Água e Esgoto (SAAE) depara com mais uma surpresa.

Partes das famílias ainda mantêm a tradição de dispensar tudo na rede de esgoto, com aquela filosofia de que "tudo desce". Muitos esquecem que as residências e pessoas aumentam assustadoramente e, a consciência continua a mesma. Bem como a rede, que não consegue comportar todo o dejeto misturado a tantos objetos, devido ao manilhamento que se torna insuficiente para atender a demanda.

Na tarde da última segunda-feira, os moradores da Rua José Tertoliano Hott (Bairro Lajinha) ligaram para o Serviço Autônomo de Água e Esgoto reclamando de um mau cheiro, proveniente da rede de esgoto que desagua no rio. Assim que a equipe do SAAE iniciou o trabalho de rastreamento para descobrir onde estava o "defeito" da rede, que exalava forte cheiro, os técnicos perceberam que na parte inferior à estrada, pessoas "inescrupolosas" dispensaram pneus, carrinho de mão, armário, sofá, cômoda, saco plástico, fogão velho e outros objetos, que acabaram contribuindo para estourar a rede.

(foto: Eduardo Satil)

Ao lançar os materiais pela ribanceira, muitos deles bateram sobre o cano que desaguava no rio. O cano, por sua vez não suportou, quebrou bem no limite da terra e, agora o mau cheiro é insuportável a qualquer hora dia ou da noite.
Devido às duras críticas feitas pela população e outras instituições, a equipe chamou ao local a reportagem, para cobrir a ação dos funcionários da autarquia, as dificuldades enfrentadas e ainda, de que a culpa não é somente do órgão responsável pelo saneamento e de toda a estrutura de rede na cidade.

(foto: Eduardo Satil)

Segundo o diretor adjunto do Serviço Autônomo de Água e Esgoto, José Carlos Gomes, a situação é assim em vários bairros, por onde a equipe é chamada para a solução de um problema, provocado pelos próprios moradores.

José Carlos Gomes classifica a situação encontrada, como sendo de vandalismo e crime ambiental, já que as pessoas jogaram os objetos bem perto do leito do rio Manhuaçu. Os objetos foram lançados sobre a rede, que rompeu e passou a exalar mau cheiro. Com isso, o incômodo para os moradores adjacentes é inevitável. "Nada adianta se a população não ajudar. Na outra rede tinha bombril, papel higiênico, bucha de lavar vasilha e sacola. Logicamente, a rede não suporta e o entupimento  acontece. É preciso que tenhamos a colaboração do usuário, senão vai piorar mais ainda.Nosso pessoal está reduzido e, isso traz dificuldade em todos os sentidos", destacou José Carlos Gomes.

Eduardo Satil














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