Senar leva mais conhecimento sobre Cafés Especiais à região de Manhumirim



 

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O curso de Classificação e Degustação de Cafés Especiais do Senar Minas levou ainda mais conhecimento para a região de Manhumirim, de vocação cafeeira. A turma foi formada, em sua maioria, por jovens que já atuam na área. Muitos pretendem seguir carreira e trabalhar exclusivamente com prova de cafés.
 
De acordo com o Q-grader e instrutor Marcos Reis, institutos de pesquisa apontam que o mercado de cafés especiais cresce em média 15% ao ano, enquanto o de cafés convencionais gira em torno de 2%. Nesse contexto, cresce a demanda pelos profissionais ligados aos cafés especiais.
 
“Os classificadores e degustadores de café, sobretudo os de especiais, são cada vez mais requisitados, seja para ajudar os produtores rurais a produzir cafés de melhor qualidade, seja para identificar quais são os lotes especiais em suas origens, como também para definir a qualidade, as nuances e atributos presentes em cada lote, podendo assim identificar a melhor torra, os possíveis blends, o melhor método de preparo e até as harmonizações mais saborosas”, destacou.
 
Outro aspecto importante, segundo Reis, é o fato de o café exigir uma cadeia de valor alinhada. “Em cada um dos elos, a qualidade pode ser perdida, e somente o classificador e degustador de cafés especiais pode identificar onde está o erro e corrigi-lo para, assim, o consumidor poder vivenciar uma experiência única ao degustar uma xícara de café”, acrescentou.
 
Com enorme potencial, o mercado de cafés especiais é latente no Brasil. “Aos poucos nosso país está mostrando capacidade para deixar de ser reconhecido pela quantidade e passar a ser requisitado pela qualidade. O mercado está conhecendo a real produção pelo atendimento às legislações, certificações e pela conscientização dos produtores em proteger o meio ambiente para futuras gerações e oferecer um produto seguro e de melhor qualidade”, afirmou.
 
No entanto, para Marcos Reis, há muito a ser trabalhado para desmitificar o consumo de cafés no Brasil. “É preciso o ponto correto de torra sem sabor de queimado e a quantidade de defeitos aceitável em uma amostra de café para um consumo sem medo, prazeroso e que não demanda tanto açúcar. Os profissionais adequados estão sendo formados e absorvidos aos poucos pelo mercado: baristas, degustadores e torradores”, pontuou.
 
Além de conhecerem mais sobre o mercado de cafés especiais e o perfil do profissional, os participantes ainda aprenderam sobre qualidade, torra, moagem, análise sensorial e técnicas de classificação e degustação. Um dos destaques foi o “Le Nez du Café”, um kit com 36 essências dos principais aromas encontrados no café, de qualidades a defeitos.
 
“Muitas vezes os alunos, por desconhecimento e falta de prática, não identificam os aromas presentes no café, e o Le Nez ajuda exatamente na tradução da sensação percebida, ou seja, na assimilação da nuances ao seu respectivo nome”, explicou.
 
O treinamento foi realizado em parceria com o Sindicato de Produtores Rurais de Manhumirim. “Esperamos poder levar mais um curso deste teor para nossos produtores e comerciantes da área”, disse o presidente do sindicato, Isaac Malta Júnior.
 
Assessoria de Comunicação













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