Testes rápidos ajudam a identificar casos de DSTs



 

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O serviço de DST/AIDS – Doenças Sexualmente Transmissíveis e Hepatites Virais, mantido pelo Governo de Manhuaçu, por meio da Secretaria Municipal de Saúde, que funciona na Policlínica Doutor Jorge Hannas (Casa Azul), no Bairro Coqueiro, é referência no atendimento e acompanhamento em toda a região.
 
Buscando facilitar a detecção, o serviço mantém a realização constante de testes rápidos, feitos a partir de iniciativa espontânea das pessoas. Dois dias por semana, sempre na segunda e sexta-feira, o serviço abre espaço, entre oito e onze horas da manhã, para realização de testes rápidos. Segundo a coordenadora, enfermeira Viviane Pena, quem tem interesse pode procurar o local. “O trabalho é sigiloso e a pessoa não vai se expor para realizar o teste, basta o desejo de ir fazer” – informou.
 
Os exames de DST/AIDS buscam a identificação de quatro doenças consideradas silenciosas. São elas as hepatites virais dos tipos B e C, a sífilis e o HIV. O teste é totalmente gratuito, sem necessidade de jejum e o resultado pode ser comunicado ao paciente entre quinze e trinta minutos.
 
Não há agendamento para a realização dos testes rápidos e o objetivo é atender a demanda em sigilo. Segundo Viviane Pena, é solicitado ao interessado que leve documentos de identificação. O atendimento e a entrega do laudo final, com o resultado, são feitos de forma individual em mãos. “É importante lembrar que o exame é realizado para maiores de idade. Caso tenha alguma necessidade e motivo individual e específico de ser realizado por menor idade é preciso à presença de um responsável” – lembrou a responsável.
 
Encaminhamento
 
No caso de resultado positivo para algum tipo de doença após a realização do teste, automaticamente o paciente recebe encaminhamento. “As pessoas, de forma alguma, saem daqui sem já estar agendado atendimento. Quando tem algum problema alterado ou resultado positivo para qualquer uma das quatro doenças a pessoa já sai daqui com o agendamento da consulta médica com um infectologista em mãos” – destacou. “O que a gente deseja é que as pessoas tenham segurança que vão ter todo o acompanhamento pela policlínica da Secretaria de Saúde” – concluiu Viviane Pena.
 
Entre as doenças alvo do teste rápido para busca da identificação precoce, as hepatites B e C, preocupam porque em toda a região Sudeste ainda existem muitos casos silenciosos, ou seja, muitas pessoas são hospedeiras, possuem o vírus e ainda não sabem. O teste é uma oportunidade para identificação, tratar, acompanhar e evitar complicações futuras.
 
Os casos positivos mais comuns nos testes rápidos são para a sífilis. Todas as semanas tem sido registrado em média três casos novos, sendo em torno de dez mensalmente, sem discriminação de idade, cor e sexo. Viviane Pena destacou que a situação preocupa porque uma sífilis positiva é sinal que a pessoa não se previne adequadamente para nenhuma DST. “Hoje a sífilis é uma doença curável, porem se a pessoa continua se expondo vai estar sujeito a uma reinfecção e às outras DSTs que não tenham cura” – lembrou.
 
Outro problema da sífilis é que quando um homem e uma mulher tem resultado positivo, ocorre a possibilidade de uma terceira pessoa infectada, no caso quando a mulher engravida. A sífilis congênita pode provocar o nascimento de bebês cegos, surdos, com problemas cardiovasculares severos e neurológicos. Para o adulto, o tempo de infecção e sem o tratamento adequado, pode provocar problemas neurológicos, cardiovasculares e renais que vão se agravando.
 
Casos de AIDS
 
O Serviço de DST/AIDS, em Manhuaçu, possuiu, atualmente, em tratamento ou acompanhamento uma média de 210 à 215 pacientes. Segundo a enfermeira Viviane Pena, existem muitas pessoas na cidade que têm o diagnóstico positivo, mas não fazem o tratamento na policlínica, preferindo utilizar outros serviços ou em outras cidades.
 
Muitas pessoas que tem o vírus da AIDS e sabem disso não se tratam. “A gente trabalha para tentar convencer sobre a importância do tratamento, mas muitos não aceitam” – comentou a coordenadora. Tem também pessoas portadoras do vírus mas que ainda não sabem porque não fizeram o exame. Esses portadores podem transmitir o vírus e estão correndo risco de vida ou a ter complicações futuras.
 
A detecção precoce da doença pode proporcionar à pessoa uma qualidade de vida muito boa. O tratamento é muito eficaz, cada vez mais vem diminuindo a quantidade de comprimidos. “O HIV hoje é reconhecido como uma doença crônica, como quem tem uma pressão alta. Você sabe que não vai curar mas convive pacificamente com ela desde que tenha uma adesão ao tratamento para hipertensão, então assim hoje é o HIV” – concluiu.
(foto: Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu)
 
O serviço DST/AIDS em Manhuaçu é referência para uma ampla região, composta por 22 municípios. Dos atendidos, em média 70% são da cidade ou município e o restante das demais cidades da região, de outros estados como Espírito Santo e Rio de Janeiro e até de fora do país.
 
Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu













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