Vereadores de Mutum vão ao MPMG para denunciar prefeito, que nega acusações



 

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Os vereadores de oposição à Prefeitura de Mutum, na região do Rio Doce, estão em pé de guerra com o prefeito João Marçal (PT). Os parlamentares acusam a gestão do petista de realizar obras e contratar serviços de forma irregular. O grupo entregou ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) dez denúncias de supostas irregularidades no município. O prefeito nega todas as acusações. 
 
O vereador Paulinho do João Camilo (PSB), um dos autores da denúncia e integrante do grupo de oposição ao prefeito, acusa a gestão petista de fraudar obras na cidade. “Tem muita coisa feita de forma irregular. Eu mesmo apurei e vi que há preços acima do mercado e obras que não foram realizadas da maneira que deveria ter sido pelo contrato firmado”, alega o parlamentar.
 
Entre as supostas irregularidades apontadas por Paulinho do João Camilo estão a reforma e construção de pontes que, segundo ele, possuem tamanho e estrutura menores do que os previstos no contrato. O parlamentar diz que foi pessoalmente aos locais das intervenções para conferir os tamanhos e valores pagos. “As diferenças de preços são muito grandes, é uma coisa absurda”, afirmou o vereador.
 
Entre as denúncias entregues ao MPMG, Paulinho do João Camilo também indica que há aquisição de gasolina e outros combustíveis mesmo que veículos da administração municipal não estejam sendo utilizados. “O caminhão-pipa vermelho está trabalhando somente no papel, como podemos ver nas notas fiscais e empenhos. Segundo informações, pegaram um tanque (de combustível) emprestado para o veículo e ficaram usando esse tanque durante aproximadamente um mês. Depois, devolveram, e ele se encontra na oficina até hoje”, mostra uma das anotações da denúncia.
 
Apesar de as acusações terem sido levadas à promotoria no fim de junho, a maior parte das supostas irregularidades já havia sido apresentada ao Ministério Público em Mutum e debatida na Câmara Municipal. Na interpretação da oposição, o assunto não foi “pra frente” por conta da falta de interesse político dos outros parlamentares e por incapacidade da promotoria de Mutum.
 
Em contato com o Aparte, o prefeito João Marçal negou a existência de qualquer uma das irregularidades indicadas pelo grupo. “Nada disso procede. Infelizmente, são mentiras da oposição. Tanto que toda a documentação que eles mostram foi obtida na própria prefeitura. Por lógica, se tivesse algo errado, por que eu mesmo daria isso a eles?”, argumentou o petista.
 
De acordo com o prefeito, o fato de as denúncias já terem sido levadas à Câmara e ao MP de Mutum também invalida a questão. “Isso tudo já foi colocado e arquivado. Aliás, fiquei sabendo que trouxeram em Belo Horizonte, e eu mesmo, por minha conta, vim até a capital para me colocar à disposição para esclarecer o que for necessário. Acho até bom que me investiguem porque, assim, mostro de vez a honestidade e transparência da nossa gestão”, afirmou Marçal. 
 
Lucas Ragazzi













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