Vigilância Ambiental aponta índices de infestação do Aedes Aegypti



 

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A Vigilância Ambiental realizou nos primeiros meses deste ano o LIRAa - Levantamento Rápido do Índice de Infestação do Aedes aegypti., que consiste em pesquisas amostrais feitas no município, para detectar o índice de infestação do mosquito transmissor da dengue. A iniciativa consiste em catalogar depósitos predominantes do Aedes aegypti e doAedes albopictus, transmissor do chikungunya. 
 
A coordenadora da Vigilância Ambiental, Emilce Estanislau, faz uma comparação dos índices de infestação entre os três primeiros meses deste ano e do ano passado. Em janeiro do ano passado, o município apresentava um índice de 2,1%. Em entrevista concedida nesta quarta-feira, 11, EmilceEstanislau informou que o índice se encontra em 3,2% em todo o município. “Essa porcentagem aumentou consideravelmente. Apesar das chuvas, da alta temperatura, não esperávamos um aumento tão considerável. Fizemos um alerta em janeiro deste ano, alertando sobre o índice de infestação, que não estava adequado, era considerado como estado de médio risco. Na época, conclamamos a população para unir forças ao nosso trabalho, com a intenção de reverter este quadro, mas não existiu esse envolvimento, não ocorreu a participação efetiva da sociedade. Precisamos do envolvimento de todos na cooperação efetiva de combate aos índices de infestação da doença”.
 
Emilce Estanislau demonstrou preocupação com o aumento dos índices de infestação no município. “A situação é preocupante, pois temos um índice elevado, que indica mosquito e muita larva de mosquito no município e temos a sorte de ainda não existir casos importados, ou seja, contraídos em outros municípios. Os poucos casos que tivemos, nós conseguimos bloquear por meio de aplicação de inseticida, com o intuito de evitar a proliferação pros Bairros. Fizemos aplicações em três Bairros, São Vicente, Alfa Sul e todos os Santos, exatamente para não deixar se alastrar para outras partes” – explicou.
 
Setores da Cidade
 
Segundo Emilce Estanislau, o município é separado em quatro extratos, que correspondem a áreas de atuação de sua equipe. Três extratos estão em Manhuaçu e um no distrito de Vilanova. O primeiro extrato começa a partir da Vila Boa Esperança e prossegue até os Bairros Santo Antônio e Santa Luzia. O segundo extrato corresponde a área central de Manhuaçu, incluindo a parte superior da BR, abrangendo Bairros como São Vicente, Nossa Senhora Aparecida e descendo no sentido de alguns Bairros como o Petrina e Sagrada Família. O Extrato três compreende a espaço final da cidade, abrangendo o Bairro Coqueiro, Santana e indo até as duas saídas da cidade, para Simonesia e Reduto. 
 
“Desses extratos, o extrato três apresentou o índice mais elevado de infestação, 5,8%. Este número pode ser considerado como alerta máximo e nos deixa em estado de alerta, porque existe uma grande circulação de pessoas naquele setor, por causa do comércio relacionado ao café, do fluxo do Terminal Rodoviário. Temos nessa área as faculdades da região, pessoas residentes nos Bairros Catuaí e Colina e um grande volume de pessoas vindo de outras partes, inclusive do Espirito Santo. Estamos tentando realizar um trabalho diferenciado para este setor, com o objetivo de bloquear as possíveis infestações, já que o índice deste extrato é alto” – destacou a coordenadora da Vigilância Ambiental, Emilce Estanislau.
 
Trabalho em Conjunto
 
A coordenadora da Vigilância Ambiental salienta que o trabalho de combate ao mosquito será totalmente efetivo quando houver uma grande colaboração dos outros órgãos da Prefeitura de Manhuaçu, incluindo setores, secretarias e diretorias vinculadas ao Governo, além do envolvimento pleno da população. “Os munícipes precisam entender que cada um tem que cuidar do seu ambiente, do seu imóvel, do seu quintal, etc. Porque o foco predominante do LIRAa continua sendo o mesmo problema, como vasos de planta, laje acumulando água, calhas entupidas, ralos de casas”.
 
“As pessoas tem a informação, porque a anos tem conhecimento dos cuidados sobre a prevenção da dengue. O Aedes é transmissor de três doenças graves e amanhã ou depois estes males podem comprometer a minha saúde, dos meus filhos, das pessoas que trabalham comigo e também colocar em risco a vida de outras pessoas. Portanto, se, a sociedade, órgãos públicos, entidades e instituições não unirmos forças, será muito complicado reverter este quadro” – pontuou Emilce.
 
Secretaria de Comunicação Social de Manhuaçu













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